domingo, 26 de abril de 2009

Caos

Quando fecho os olhos posso ouvir Se tapo os ouvidos é fácil tatear e sentir, Se olho não enxergo e se calo é que falo Coisas que nem eu quero ouvir. A terra que grita que chora Que denuncia sua dor extrema e pulsante, feroz e dominante, É a mão do seu algoz. Era pra ser para o bem, mas não aconteceu assim, e neste constante vai e vem, Ele foi muito feroz. Ele gerou sua própria morte, quis mostrar que é forte e agora agoniza, se fragiliza mas já desenhou sua sorte. Não falo de mim nem de você falo de nós e dela, falo da terra, falo do céu, falo da guerra, falo de quem ainda crê Fatigada em se recuperar, já não dorme mais, porque perdeu a paz, sua pele racha, no escaldar do sol, seus rios secos estão para quem quer ver. As flores murcham,o céu não é mais tão azul. o colibri voou pra longe, porque secou o seu mel. e as borboletas que voltavam agora procuram outro céu. E a terra morre, e o homem corre. Não tem lugar pra ir, sua casa ele fez cair, ajuntar as ruínas ainda pode ser. Mas tem que ser agora, não se pode mais esperar por hora, Que a terra debruçada sobre sua dor, ainda tenha forças e amor, para se recuperar, para ainda ter calor Sandra Botelho http://www.youtube.com/watch?v=3yZV29yjOAA

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