terça-feira, 12 de maio de 2009

Contradições

Prefiro grandes ilusões a verdades medíocres, prefiro o sonho dos malucos a realidade morna dos sãos prefiro a derrota diante da guerra que o acomodar dos covardes prefiro a dor da perda que a banalidade do nada prefiro a acusação dos injustos que a misericórdia dos hipócritas prefiro a caricia falsa de um amante que o amor cálido de um insensato prefiro a justiça dos cegos que a injustiça dos magistrados prefiro o fedor dos mendigos que o perfume dos arrogantes prefiro a sensatez dos insanos que o conhecimento inútil dos sábios prefiro a pureza de um cão que a mornidão de um amigo prefiro a verdade das prostitutas que a pureza falsa das virgens prefiro o canto dos malditos que o hino dos supostos cristãos prefiro a morte dos generais que a destruição dos inocentes prefiro a condenação dos sensatos que a condescendência de chatos prefiro a escuridão dos cegos que a visão dos políticos prefiro o lento caminhar dos idosos que a corrida sem rumo dos jovens prefiro a tristeza alardeada que a felicidade negada prefiro o sangue a correr por justiça que o medo de buscar ideais prefiro a consideração de poucos que a adulação de multidões prefiro ser chamada de louca que ser incapaz de sonhar prefiro um corpo aleijado que não ter a capacidade de raciocinar prefiro a noite a dividir o céu entre lua e estrelas que o egoísmo do sol prefiro ondas a me derrubar que a fragilidade de um caminhar prefiro o oposto prefiro o gosto amargo e cruel do que é triste que viver sorrindo por um mundo que não existe. Sandra Botelho

Um comentário:

Paula disse...

Prefiro a simplicidade de uma criança do que a sabedoria de um homem.