Naquele instante a lua deixou de pertencer ao manto azul que cobre a terra.
Sucumbiu ao momento mais belo que já presenciou.
E desceu... Se deslocou do céu pra a terra...
Aproximou-se, para presenciar bem de perto, aquele instante ...
Não era chuva ao anoitecer, eram lagrimas da lua, diante daquele amor.
Deixando-se inebriar... Se envolver...A lua chorou!
Muitos sentiram o suave perfume, que emanou de duas almas, que se fundiram, e se fizeram uma.
Neste instante fez sentido o que os poetas cantam, em verso e prosa.
Dois corpos, dois corações, entregues a imensidão do sentimento,
envoltos em aura azul de paixão.Subservientes um ao outro!
Duas vidas, que naquele instante, eram intensidade de desejos...
Infinidade de prazer, eternidade de amor...
Calaram-se as vozes, suavizando o vento que ensaiava uma canção.
Naquele momento, as estrelas num balé de luz,
iluminaram a terra para que o mundo testemunhasse o amor....
As cachoeiras,bailavam ao som do vento.
As majestosas arvores se dobravam, levando-me a pensar que dançavam...
Não se ouvia mais nem um clamor...nada de dor, nem tristeza, somente bocas contagiadas e coladas em beijos.
Naquela noite o amor contaminou o mundo, o amor que de tão grande não coube em dois corações.
Conta-se por ai que ninguém sentiu solidão, pois para cada ser, havia um outro coração apaixonado...
Ninguem fechou a boca a um beijo, roubado ou doado...Conta-se por ai, que naquela noite,
ninguém se fez pranto, ninguém se fez dor, ninguém se fez tristeza, ninguém sofreu por amor.
Naquela noite, aqueles dois corações apaixonados, contaminaram o mundo de amor.
E até hoje há os que contam, que nunca mais se viu um amor assim...
E o mundo se calou...Somente a natureza extasiada, cantou!
Sandra Botelho







