segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Bebendo a dor


Tenho um certo gole de dor na garganta
as vezes o engulo a seco...Desce feito espinho...
Mas nas outras é como cálice de veneno ,
 matando aos poucos o meu sorriso,
Tomo aos poucos e devagar..., tenho medo de engasgar...
Hoje a dose é amarga, amanha talvez talvez nem tanto!
Mas se é pra digerir , digiro em silencio e profunda tristeza...
O silencio sempre me fez companhia,
 e na solidão da dor que é tão minha,
eu aprendi a degustar cada lagrima, 
cada gotinha de um choro contido...
Chorado em silencio e renegado ao desprezo...
Adormeço e desperto, um dia novo, um novo sonho...
E o choro chorado todo, bebido em goles diminutos,
Se vai ...E dos lábios tensos e adormecidos de desilusão,
Há de brotar feito flor que viceja na primavera
Feito sol que nasce entre nuvens
 e acaba deixando atrás da montanha a escuridão...
Há de brotar novamente aquele sorriso que eu tinha antigamente...
E é assim que é...


Sandra Botelho


terça-feira, 17 de julho de 2012

Quando o amor é maior...

Na leveza do meu corpo, flutuo sobre os sonhos
proibidos, de te amar..
Desejo que aflora feito rosa ao adormecer...
Cavalgo em ti sem pudores irracionais,
sem julgamentos delirantes...
Travestida de lua, completamente nua...Sua!
Navegante errante por mares revoltos, fiz de teu corpo meu porto,
e nele encontrei abrigo que refrescou a febre ardente de um corpo
desejoso, inflamado ,ardente...
Quando o sol decidiu nascer sucumbi ao sono fértil dos que amam e se entregam absolutamente... Enquanto dormia,
eram seus meus sonhos ...Todos os meus sonhos...
Insanos ou puros, estavas neles...
E quando  a noite lugubre e silenciosa me tomou de assalto, 
eu pude sorrir e suspirar em prosa e verso ,
gritando com o silencio caramelo dos meus olhos...
"Dê me teu corpo amor, serei sua sedução, quero-te em mim...
Venha minha paixão!
Envolvidos em torpor e desejo, somos 
paixão, tesão, absoluta loucura.
E depois do desejo satisfeito, nos olhamos e beijamos e em
caricias doces , em cada olhar estava gravado
apenas o que de maior restou... 
O amor!
Sandra botelho

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Delirante



Ao  toque das mãos,
Vibra...
Qual instrumento que ecoa um som cantante 
 noite adentro...
lingua que desliza lentamente pelos lábios,  
deixando-os úmidos pra receber o beijo...
sabores misturados, 
bebendo o gosto do desejo!
Corpo que arrepia, se abre, insinua...
Breves mordidinhas levitação!
toques indecorosos tiram a razão.
Nesse momento ... Coração
acelera, ofegante ...delirante!
Me entrego, navego em ti...
Corpo tremulo , submerso ..
explosão...
Beijos de amor!
caricias...
Saciedade,
Paz!

Sandra Botelho

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Dança de ilusões

Ao longe ouço a musica que toca...
É leve , é breve como o canto doce
do sabiá que me desperta...
Lá fora, ao cair da chuva, 
o tilintar das gotas me enleva, me faz sorrir!
Ouço então o som doce de uma voz distante...
Embalada por uma canção de sonhos
eu danço, 
me solto em pequenos e suaves passos...
Num balé de sonhos e sorrisos...
E nesse momento suave e cintilante
é a ti que abraço, que beijo, em quem me enlaço...
Um perfume me embriaga, e enlouquece...
e teu gosto me faz delirar...
Sabendo que vou despertar, aperto os olhos numa teimosia inutil...
Pois o sol começa a jogar raios de realidade e razão em meu rosto
e faz minhas lagrimas queimarem minha pele.
Então...Abro os olhos e desperto...
De um sonho que um dia imaginei ser real !

Sandra Botelho

domingo, 10 de junho de 2012

O que foi verdade...


Foi quando percebi que por trás daquele sorriso se escondia a maldade
Por trás de um olhar doce morava a crueldade
por trás de uma criatura iluminada, vivia a escuridão.
Foi quando percebi, que tudo era ilusão
Pesadelo travestido de sonho
Falsidade vestida de verdade
Deslealdade que se fazia  leal.
Foi então que percebi que foi tudo mentira
e naquele momento meu coração se calou
se fez silencio, pois por tantas vezes me mostrou 
o que minha mente não quis aceitar.
Não soube ouvir, não soube entender...
E o coração, massacrado e triste, sufocado de dor
Hoje  está engatinhando rumo aos braços de um novo amor...
Sandra Botelho



segunda-feira, 4 de junho de 2012

O silêncio de uma canção


Ó doce canção de amor...
De onde vens?
Não vês que enches meu coração de dor?
Faz-me lembrar aquele infinito amor...
Cessa tua melodia...
Deixe que venha em mim o  silencio...
E me traga novamente o dia!
Ó triste escuridão, que me anuncia esta canção...
Cala-te! Deixa que novamente sorria meu coração!
E nessa caminhada de silencio e dor
Ainda me pergunto...
Por onde andará aquele amor?

Sandra Botelho


Silencio

Façam silencio...É hora de silenciar,  de deixar que os pássaros mostrem a sua voz a sua tristeza ... É a vez das pequeninas cr...