sexta-feira, 26 de julho de 2013
Etapas
Jamais pule etapas na sua vida...
Cada etapa tem sua maneira e seu tempo de lhe ensinar.
Quando pulamos etapas acumulamos coisas a serem apreendidas. E pode ser que sejam tantos os conhecimentos, que a alma se sature e o corpo se fadigue. Viva cada etapa com a solicitude de mãos espalmadas aguardando que a vida lhe ensine...Porque não ha no mundo maior e melhor mestra que ela.
Sandra Botelho
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Ah! Amargo sonho que o vento fez brisa!
Toca-me a face, e acaricia-me o pensamento...
Deixa-me embriagada, anestesiada de fantasia
Esqueça-me a cruel mentira...
Quero viver o vão da vida,
Onde a felicidade jamais foi esquecida
Nesse caos de desilusões ,
corta-me a navalha da verdade.
Quando o sangue jorrar da dor eterna,
que o sol apague a luz da lagrima;
E num sorriso doce e sereno, a vida,
renasça em plena harmonia.
Que eu possa ouvir
em cada canto uma sintonia
que eu possa sentir...
Em cada sonho uma harmonia...
Que sejam assim os meus dias,
que eu veja beleza na alegria!
Que eu beba da doçura no mel,
que seja azul o meu céu.
Que meus caminhos tenham flores...
E que sejam verdadeiros os meus amores!
Sandra Botelho
sábado, 13 de abril de 2013
Notas soltas
De saia rodada ao sabor do vento,
gira mundo sopra o tempo!
De cara limpa sem batom,
canta o mundo solta o som!
E na boca da flauta assopra a canção
grita nos olhos, vibra a emoção!
E vem depois a tempestade,
abre no peito a dor da saudade!
Canta o cantador que espanta a dor,
mas cala no peito o desamor!
Gira vento, cata vento,
O beijo lento...o beijo bento!
Adoça a doçura que bebe a boca,
Degusta o insano, engole a louca!
Esbanja a alegria quem toca o banjo,
tem riso cigano e asas de anjo!
No meio da roda de cara pintada,
voa nos pés da moça amada...
Folha que o vento levou pra longe,
enclausurada no peito feito monge!
Vem lá do céu olhar que espero,
e de trás das montanhas o amor que quero!
Gira a moça de saia rodada...
deixa de lado a face molhada!
E no riso solto e sincero,
aprende de novo a amar o que é belo.
Debruça o colo no peito do amado,
e que o mundo pare com ele ao seu lado!
Dança pra ele a dança dos véus,
e juntos façam desse amor , doce mel
E na cantiga que a vida canta...
Que sejam vidas... que sejam santas!
Sandra Botelho
domingo, 7 de abril de 2013
Abismo
Foi quando ela percebeu que não havia mais nada a fazer...
perderam-se os sorrisos, a cumplicidade nos olhares.
Foi embora a confiança e a coragem se despediu do corpo...
Morreu o desejo,suicidou-se a alegria...
Nada mais se compartilhava, a não ser a dor.
Foi quando ela percebeu que a luta era em vão,
Que o amor estava órfão...
Que a vida já não era dividida...
As vitórias eram individuas .
E a felicidade virou cinzas...
Foi quando ela percebeu que não estava mais ao lado, mas
Que caminhava atrás...
Que o orgulho virou vergonha e que agora, ela era nada.
Foi quando ela percebeu que jamais haveria perdão.
Que deveria matar a esperança...
Hora de seguir em frente, de se despedir .
Hora de buscar outros caminhos, plantar flores e não colher espinhos.
.Foi quando ela percebeu que não era mais amada...
Que era desprezada e odiada...
Que não era mais alegria, era um peso...Um fardo.
Uma triste figura.Uma lenta agonia....
Um erro que jamais seria esquecido,
jamais seria perdoado...Era hora de mudar!
Deixar de implorar, matar as esperanças,
deixar de ser criança...Endurecer!
Foi quando ela percebeu, que as palavras era duras...
carregadas de ódio e amargura.
Então foi ali, que pegou sua bagagem...
Ajuntou suas ultimas forças,
recolheu o que ainda havia de melhor dentro dela
e descobriu que a sua felicidade. não era responsabilidade de outro.
Somente dela...
E foi por ai, ser feliz, por ela e para ela...
Olhou pela janela e viu que havia flores lá fora...
E seguiu seu caminho, sem medo, levando na bagagem somente o que fora belo.
Somente o que fora alegria, somente o que fora amor!
E com as próprias mãos arrancou as dores...
Lá vai ela, quem a vê passar se pergunta:
Porque será que ela chora...?
E ela em silêncio responde:
Para que as lágrimas, lavem o caminho por onde eu passo
e não deixem nas pegadas de meus passos, nada de dor...
nem sofrimento...tampouco lamento.
E ela promete:
Ali...Logo ali... Eu vou sorrir!
E quem a observar com atenção, vai ver que no cantinho dos lábios
existe um riso contido que um dia irá explodir.
Sandra Botelho!
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Minhas raízes
Fui plantada em terra árida, germinar foi dolorido.
Mas brotei em algum canto e de lá me arrancaram...
Fui replantada em solo macio, adubada e cuidada,
mas nem sol, nem vento e nem chuva me deram.
Perdi galhos perdi flores, deixei nascer em mim espinhos
e ao meu redor terra seca e abrolhos...
Não tive água e nem sombra e por um bom tempo
fui solitária.
Por vezes germinei num pântano, por outras no éden.
Quando minhas flores despetalaram senti a dor da solidão.
Flor feia e sem colorido, cresci apesar de todas as tempestades!
Alguns raios me arrancaram lascas... Deixando marcas em meu caule.
Alguns parasitas me infestaram e deles me livrei com garra.
Até que um dia o sol brilhou e a chuva veio mansinha...
Em pouco tempo me fortaleci, e aprofundei minhas raizes.
Hoje nenhuma tempestade me enfraquece, se me falta a chuva,
reservo água, se me falta sol, me viro pra claridade.
Se me falta o jardineiro, o vento me traz cuidados.
Sou arvore frondosa e forte.
E minhas raízes antes frágeis e cheias de cicatrizes,
estão cada vez mais profundas.
Elas me alimentam e me sustentam,
posso tombar , mas jamais ser destruída.
Sandra Botelho
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Quando a dor calou um povo
Dos campos em flor surgem águas...
Àguas escuras que descem das montanhas e que
não matam a sede, não molham a terra endurecida do coração,
são águas que caem,envenenadas pela dor.
Os céus choram, choram a dor de úteros em desespero.
A dor de sorrisos perdidos...
Do aconchego , do colo,
do primeiro dia de aula,
do vestibular, dos sucessos ...
Vem la do sul toda essa dor...
Santa Maria cheia de graça,
aconchegai em suas mãos
o pranto de mães enlutadas,
caladas na sua dor,
Vem das terras dos olhos azuis essa dor,
que invade montanhas,
atravessa rios e cobre todo manto
azul da terra.
Águas carregadas de lembranças,
a perda da vida, do clarear da vida.
Uma nuvem negra matou a esperança,
ceifou a vida.
Calou a voz dos sonhos,
encerrou os olhos ávidos de emoções,
de pequenos e pequenas que
ainda ousavam sonhar...
E na chama ardente da noite
queimaram-se os corações...
Morte na noite festiva ...
Feridas que jamais cicatrizarão.
Fim...
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
E no desenrolar dos fatos...
E no desenrolar dos fatos...
É hora de recomeçar...
De afrouxar os risos...
De pendurar os guisos da alegria,
bem expostos no coração...
De sorrir de qualquer bobeira...
De me apaixonar todos os dias,
pela vida, pelos sonhos, por meus amigos...
Por mim mesma!
É hora de dançar na chuva, de mergulhar em fantasias de felicidade.
Hora de botar a mão no fogo.
E se me queimar...tentar de novo.
É hora de compor uma canção de verdade!
E chega de dor...Chega de desamor...
Poemas tristes, só se forem fictícios...
É hora de valorizar todo amanhecer.
Porque cada amanhecer traz com ele a alegria de se poder
gritar...Estou viva!
E enquanto estou viva, posso mudar, posso crescer...Florescer.
E no desenrolar dos fatos...
Reencontros, abraços, beijos, trocas, oferecimentos, perdão.
A magia de estar viva é isso...Todos os dias podemos recomeçar.
Todos os dias podemos mudar o rumo de nossas vidas.
Porque quem muda, não embolora...
Hora sol, hora chuva...Hora tempestade , hora calmaria...
mas é Vida.
E acima de tudo gente, que é gente de verdade!
Gente que se arrepende, que corrige.
Que dá meia volta e segue por outros caminhos!
Gente que não tem orgulho em aceitar seus erros e voltar atrás.
Gente que mergulha de cabeça nesta aventura maravilhosa de amar.
E, se se machuca, cai, mas se levanta e recomeça.
E no desenrolar dos fatos...
Desenrola a vida, desembaraça os fios...
E tece de novo uma nova história!
Sandra Botelho
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