sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Cenário de amor



Feche os olhos e ouça, tem alguém fazendo amor
Sinta a brisa traz o cheiro doce de corpos suados
Veja é quase um espetáculo invisível
Ouça os pequenos gemidos de satisfação que a brisa traz
Toque já me arrepia a pele o simples imaginar
Mas ao mesmo tempo meu coração se aquece
Feche os olhos poderá ver...
São corpos sedentos de um carinho vibrante
Venha vamos nos amar também.
Arrume nossa cama , hoje quero lençóis vermelhos de cetim
Compre um sonho para mim, se não encontrar me compre um a camisola cor de carmim
Vou colocar velas acesas pelo quarto,quero vê-lo através da luz
Espalharei pétalas pela cama, mas de flores sem perfume, para não roubarem o cheiro teu
Vou encher a banheira com afrodisíacos perfumes,
Deixa que te lave as costas, mas antes me permita beijar-te
Deixarei meu roupão deslizar suavemente pelo meu corpo,quero que me olhe
Deixe-me navegar nestas curva, sem medo de me perder
Agora amor...
Feche os olhos e ouça vou colocar Bach. Well temperet clavier...
Feche os olhos meu amor e ouça. Deixe que minhas mãos rejam
essa orquestra de sensações.Fique quietinho... Hoje vamos fazer amor. Embalados por Bach,
Que ele não nos veja, para não se escandalizar.
Quando terminarmos o banho me levará em seus braços e suavemente me colocará sobre a cama.
Arrumei nossas taças, estão sobre a cama, esperando o vinho que nos aquecerá e nos fará flutuar, é o vinho que mais gosta o seu Cabernet Sauvignon.
Deguste-o, fechando os olhos, enquanto apanho com minha boca aquela gota que teima em descer pelos lábios.
Deixe tudo agora e venha, vamos sonhar...Vamos nos amar, nos perder nessa sinfonia que é nossa paixão.
Não, não se seque, quero todas as gotas de agua em sua pele...
Se secarão ao calor de nosso amor.
Ouça... meu coração grita seu nome, e do teu corpo meu corpo tem fome...


Espere deixe que eu troque a musica... Vou colocar aquela de quando fizemos amor pela primeira vez, lembra?
A comme Amour, se lembra quando eu tocava para você e você dizia: Venha já ouvi agora venha me beijar.


Hoje faremos amor ouvindo A comme amour...
Quero me deitar em seus desejos e voar...
Venha sinta , veja os pássaros estão na janela e nos observam, cantam para nós...
A brisa amor, sinta está mais leve e leva nosso perfume...
Montei nosso cenário... Agora façamos amor...

Sandra Botelho!


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Pobre mulher-menina

Sobre o leito ela sonha. Fecha os olhos e sonha... Divaga em pensamentos impossiveis Navega por mares , oceanos Ceus distantes e completamente azuis Ela sonha... Fecha os olhos e sonha... É livre, pode voar, para onde o vento lhe levar E se solta, corre por campinas, caminha por jardins Colhe a flor azul sem perfume, E do vagalume ela segue a luz, a pequena luz que ilumina seus caminhos Se banha em algum riacho, se despe debaixo de alguma cachoeira Ela sonha... Fecha os olhos e sonha... Se encontra com um amor eterno, Tecem carinhos e doces palavras são ditas, enquanto deitados na campina se amam a luz da lua! Estão sempre de mãos dadas, e seu amor é profundidade... E ela sonha.. . Fecha os olhos e sonha... Com as mãos segura o vento, e com um grito expulsa qualquer dor! Nos lábios ela tem palavras doces, olhares infinitos, e amores imortais. Estende a mão e ganha abraços, dá um sorriso e recebe flores. E ela sonha... Fecha os olhos e sonha... A chuva lhe banha a alma, e cada gota ela recolhe para banhar a alma perdida de quem não ama. Acende o sol para aquecer a solidão dos abandonados. E despeja no coração do carente um banho de amor simplesmente. E ela sonha ... Fecha os olhos e sonha... E o amor é dança, dança suave de um corpo envolvido em dois corações. É Musica, é encantamento, é doçura, é eternidade. È entrega, é plenitude. É vida! E ela sonha... Abre os olhos e sonha... Sem dormir ela sonha... Pobre menina romântica!
Debruça a caneta sobre a mesa e acorda... Deixou nos escritos seus sonhos que para ela serão reais, até quando abrir os olhos! Pobre mulher romantica. E ela chora... Fecha o livro e chora
Sandra Botelho

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Renúncia

Eu tentei... Voei até você por tantas vezes, Esqueci meu orgulho e te implorei! Foram anos, dias e meses! Por tantas vezes me mandou partir, e eu simplesmente voltei. Hoje senti que sou gente que posso ser amada e desejada, E que esta paixão nasceu predestinada, A não passar de simples ilusão. Não sei mais como provar, O quanto posso te amar, sem nada te cobrar. Mas não quero amar sozinha. Agora é o fim da linha! Um amor que tinha a lua como confidente, Acabou de uma forma tão fria e carente. Não posso dizer de quem foi a culpa, por tantos pedidos de desculpa. De quem se condenou a um amor proibido? Ou de quem teve medo desse amor atrevido? Hoje vejo que no amor e na falta de amor, não há culpados, nem inocentes. Somente os que amam e os que amor não sentem. Quem ama demais e se acovarda, Ou quem não quer trilhar por esta estrada. No amor verdadeiro, não há rivalidade, Nem cobranças, mas sim, cumplicidade. Mas em meu coração será eternizado, esse amor nunca realizado. Mas por mim sempre desejado. O Fim é dor, lágrimas e silencio... Calou-se a voz do coração... Dissipou-se a doce ternura em paixão... Findaram-se as promessas feitas no calor do momento Rasgou-se a fotografia, onde ele sorria... Apagaram-se as musicas que ele gostava.... E os poemas que ele assinava. E ocupando esse espaço vazio, somente a dor da derrota, de vê lo ir fechando a porta. Mas o tempo é remédio, que cicatriza a chaga.
um remédio que a alma e o coração afaga. Eu desisto, não existe este lugar que eu perseguia, Nem o amor, que antes me sorria...
Não tenho mais o que dizer, Somente prometo que agora , Quero para sempre lhe esquecer! Sandra Botelho!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Namorar

Namorar é se debruçar na alma de alguem...
É se desenhar em um coração,
É bem querer...mesmo que sem...
É fechar os olhos de paixão
É voar sem rumo, sem direção
É tocar com o coração
Namorar é navegar sem leme
Vencer tudo o que a alma teme
É deixar cair o remo
É não querer voltar,
De onde o amor vai nos levar
Namorar é dizer sim a cada apelo
Me gravar em teu peito como um selo
É dividir olhares apaixonados
É se entregar a um mundo encantado
É viver a fantasia de amar
Namorar é despencar-se de qualquer lugar
E te encontrar em cima do morro
Ou sentar no muro pra te ver passar
É te esperar na areia do mar...
Com a plena certeza de que virá
Namorar é escrever para ti uma poesia
em infinitos versos que para ti faria
Decorar sem pressa cada verso
É desenhar teu corpo no universo
Namorar é nunca esquecer teu cheiro
É desenhar um choro em desepero
Quando você quer terminar
Namorar é partir mil vezes
Mas sempre insistir em voltar...
Namorar é simplesmente, ficar boba
Se humilhar, se entregar,
Namorar é me ajoelhar ao teu querer
É inventar histórias para te prender
Namorar, é morrer de amor todos os dias
É me afeiçoar ás suas manias
Namorar é ser feliz em cada toque
É compor o amor em um rock
É tocar no violão, uma musica repetida
Mas pular os versos da despedida
É saber me enxergar em seu olhar
É te amar sem nem te tocar
Fechar os olhos e voar
por todos os lugares que passar
É ser você, e você ser eu
é querer que um dia sejamos Tu e Eu.
Sandra Botelho

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Remando ao contrário

Gosto da loucura, a sanidade me fadiga Gosto do grito o silencio me ensurdece Gosto da tempestade , a chuva fina me encharca Gosto dos vendavais, a brisa sempre me entristece Gosto do imperfeito, a perfeição me engana Gosto do amargo ,o doce me embrulha o estômago Gosto do inconstante, a rotina me deixa perdida Gosto dos terremotos, a suavidade me detrói Gosto do indomável, a mansidão me estraçalha Gosto do feio, a beleza é tão fugas Gosto dos amores que arrasam, esses são inesqueciveis Gosto da franqueza mesmo que cruel, mentiras doces me cansam Gosto do que é torto, das curvas. O reto e plano é inalcançavel Gosto de mãos que me pegam com firmeza, A delicadeza é para momentos de pura sensibilidade Gosto da sensualidade , a candura é tão inestimável Gosto do som dos trovões ,o silencio da chuva me da sono Gosto das maiores estrelas, as pequenas nem são vistas Gosto do beijo roubado, seu gosto nunca é esquecido Gosto do medo, ele me dá coragem, me impulsiona Gosto do inalcançavel, mesmo fora do meu alcance Gosto da dor, ela é um pedido de socorro feito pelo corpo Gosto dos delírios, a sensatez é tão previsível Gosto dos homens fortes, adoravelmente fortes Os românticos e sensíveis, sofrem demais... Gosto das revoluções, elas matam mais salvam o futuro. Gosto dessa loucura embriagante que é a vida. Bem vivida ou mal vivida, quem pode definir? Nos resta seguir enlouquecidos, varrendo caminhos e abrindo estradas para aqueles que hão de vir. Gosto dessa loucura lúcida. Cheia de descrições, definições mas nunca bem definida , nem entendida Gosto da vida. Sandra Botelho!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O mal virtual

Enganos e mentiras linhas ténues, que ao simples toque se quebram. Boca febril e dissimulada, Uma alma recalcada... Riso cínico, escarrado pelas costas. Um olhar falso fica á mostra Mentiras avulsas e complexas. Palavras doces e convexas Olhar sem brilho e sentimento. Uma alma carregada de ressentimentos... Uma falsa pintura , lamentável lamento... Entregue somente ao prazer do momento. Solidamente derramados como concreto, lhe basta uma tela e um teto. Não tem vida nem verdade, tudo em si é falsidade. Somente a covarde descrição de um coração endurecido... De um amor nunca sentido, nunca vivido... Incapaz de dividir um olhar de carinho... somente é feliz sozinho. Garras sempre afiadas, ataque premeditado e sutilmente preparado... Fraquezas e paixões minuciosamente investigadas... As vitimas a todo momento observadas. Armadilha pronta, preparada com requinte, Para atacar no dia seguinte Á espera da vitima está a triste figura. Não tem beleza nem feiura. Uma figura sem brilho, sem rumo. que sente prazer em tirar da vitima o sumo... Envolvido em mistérios, se defende da vida. ataca a vitima sempre distraída. Mora nas sombras, caminha na escuridão... nunca cultivou amor em seu coração. Inteligencia , usada com brilhantismo, obscurecida por puro sadismo. E assim são aqueles que brincam de deuses. Fascinantes, porem falsos com o poder que tem. Limitados ao ardor da dor, pois com ela se entretém. Se enquadram em um quadro sem molduras... Nem são gente, nem criaturas. E seguem vivendo nas sombras... Não tem presente e nem passado. Montam armadilhas por todo lado. Portanto ás suas vitimas sobra o triste alento todas as armadilhas que aprisionaram almas... Farão de seu algoz seu maior detento. Sandra Botelho!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

"Viver é pura magia"

Na sala não me canso de olhar para meu aquário, Sentada no sofá, apaguei as luzes da casa acendi somente a do aquário e fiquei observando. Observar os peixes sempre me fez bem... O que fiquei observando é que nadam de um lado para o outro dentro de um mesmo ambiente. Repetidas vezes, saltam e mergulham e mexem nas pedrinhas no fundo, e não se entregam , nem se cansam... Gosto de vê- los! Há momentos em que param frente a frente e é como se estivessem se comunicando... Pode parecer viagem... mas acreditem estou sã... E apesar da hora, bem acordada...É a insónia minha mais fiel amiga. Não sofro com ela mais, me levanto e sempre acho algo para fazer, descobri o aquário e meus peixes , Eles me acalmam e me fazem refletir... Puxa, quantas vidas são como a dos peixinhos no meu aquário! Vidas vividas sem sonhos...sem objetivos... Aprisionadas dentro do aquário de suas próprias amarguras Das dores que não conseguem arrancar do peito Dos fracassos que nunca superam, Algumas pessoas aprisionam sua alma. É como se parassem o tempo e mergulhassem na dor, Mas os peixes parecem felizes, nadam de um lado para o outro, vez ou outra eles vem a superfície e mergulham novamente, fazendo um barulhinho, gostoso de ouvir. Como se quisessem me fazer sorrir... E conseguem...me encantam...Eles me ensinam tanta coisa... Me ensinam que é possível mergulhar na dor, mas que também é possível ter forças para vir a superfície. Porque a vida é assim... Me ensinam que por menor e mais simples que sejam nossos lares é possível fazer deles nosso castelo. Me ensinam que podemos viver em harmonia, mesmo dentro de um espaço pequeno... Que o alimento é para ser dividido... Que podemos brincar com a vida, podemos fazer das nossas dores risos... Alardear aos quatro cantos a nossa dor não vai nos curar, Mas quando sorrimos, parte dela vai embora. Chorar para sempre é como morrer em vida. Já chorei demais...revivi meu passado sombrio, cobrei da vida tantas coisas... Culpei a Deus por minhas tristezas, E isso somente me fez mal, e afastou de perto de mim a vida. Nós tiramos a vida de perto de nós, apagamos nosso sol. Nublamos nosso dia... Uma amiga me disse que meu sorriso é radiante.! E é isso que tento passar, felicidade... Essa felicidade que eu conquistei depois que compreendi que não é a vida, nem ninguém que me fará feliz, mas sim eu mesma. Ninguém cura nossas feridas se retiramos as cascas delas todos os dias. Ninguém apaga nossas lembranças ruins se as trancamos dentro do peito, e nos alimentamos delas. Ninguém nos faz sãos se não acreditamos na cura. Ninguém vive se se condena a morte, antes de lutar. E meus peixinhos nadam, felizes... Comendo restinhos de ração que estão no meio das pedrinhas... E eu os observo e agora sou aluna e eles meus mestres... Se colocam em cima das bolhas do oxigénio e são lançados para cima...Quantas vezes alguma mão amiga já nos tirou do fundo do poço... Nos impulsionou...Nos fez vir a superfície. Mas só é possível que alguém pegue nossas mãos, se elas estiverem estendidas. Na natureza há tanta sabedoria, basta pararmos para admira-la. São três horas da manha e meus olhos já mostram sinais de sono. Vou dormir porque amanha a vida recomeça. E sei que estarei mais forte e mais feliz do que hoje... Porque meu maior tesouro é estar viva e não ter me tornado uma pessoa que a dor conseguiu amargar... O sol nunca se cansa, renasce... A lua nunca se apaga, brilha... E eu nunca serei cinzas, sou chama... Sou feliz e amo viver.. Assim como meus peixinhos... Sandra Botelho! Obs: Meu amigo Ricardo tinha que ser este o nome do meu post. Peguei emprestado sem nem ao menos pedir, mas é tarde e não quis te acordar. Obrigado!

Meu leme!

Ando sem rumo como um barco a deriva, Escancarando meu coração como uma canção, Jogada ao vento, em um grito devastador.  Um grito d...