quarta-feira, 12 de maio de 2010

De tanto te querer...

Quero-te tanto que chego a duvidar de tanto querer Quero-te tanto meu doce amor, que tanto querer chega a ser dor Quero-te tanto e tanto que mesmo em pranto me encanto Quero-te tanto que me esqueci de mim, e por isso vivo assim Quero-te demasiadamente vida minha, Que em meu coração nenhum amor se aninha Quero-te em febre de querer, quero-te e não posso mais me conter Tatuado em meu coração, não posso mais retirar-te E por isso só poderei amar-te Quero-te tanto que até meu silencio grita teu nome Que até meu corpo,te chama meu homem Quero-te neste querer absurdo exagerado, enciumado Quero -te egoisticamente, deliciosamente meu amado Quero-te minha canção, venha arranque de mim a razão Amo-te como amo minha vida, não me recolhas em despedida Ama-me como amam os enlouquecidos, os desvairados, Ama-me como se amam os absurdamente apaixonados A ti me entrego, me derramo e a nada me nego Sou simplesmente tua, eternamente e censuradamente nua. Derramada em palavras, escancarada em desejo Sonhando, fantasiando desejando com fome teu beijo. Quero-te tanto... Sandra Botelho!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Meu maior amor

Você é minha doce canção Notas dedilhadas no meu violão Você é gota de paz Onde a dor já não cabe mais Você é sopro de alegria Minha porção de fantasia Você é brisa serena Chuva fina e amena Você é mel que escorre em palavras Quando nasceu a dor tu não estavas Você é suave caricia Doces toques sem malicia Você é meu amanhecer Minha alegria ao entardecer É meu suspiro adolescente Pensamento constante em minha mente Você é ar que respiro É o poema em que me inspiro Você é toda minha vida Meu amor, minha unica saida E por te amar assim respiro Por te desejar tanto me inspiro Por ti eu vivo cada instante Serei sempre tua: Amiga , esposa, amante! Sandra Botelho! Tem homenagem no Gotinhas...Passem lá! http://gotinhasdeternura.blogspot.com

domingo, 9 de maio de 2010

O doce beijo de fel

Todos os dias eu regava meu jardim, era como um presente para mim. O mais curioso era ver o namoro caloroso entre uma flor e um pássaro garboso. Era ele um pequeno colibri, que para toda flor sempre sorri. Ela do amor se fez cativa. Por isso de todas era a flor mais viva Mas o pequeno beija flor, que docemente sugava seu mel, Também beijava outras flores, E por todas destilava o seu fel. Ao caminhar pelo meu jardim, pude notar ao olhar para ela, que havia sido a flor mais bela, agora era tristeza sem fim! Suas pétalas sem viço nem cor, me deixaram curiosa, perguntei ao bem-te-vi, o que havia acontecido a rosa! Ele cochichou-me em verso e prosa! E para vocês agora eu conto, A triste historia de amor, Entre um passaro e uma flor! Se apaixonou por um errante, um pequeno pássaro viajante, que nunca ama a ninguém, e de todas quer ser amante! Seu pequeno coração malvado, Não quer amar, é coração alado, Que deixa a flor abandonada, Quando ela se diz apaixonada. A triste história da rosa, É para nós uma lição, Nunca se apaixone por alguém, Que não tenha coração! Sandra Botelho!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Minha MÃE...Uma historia de dor!

Nasci em uma familia pobre, extremamente pobre, nunca tive sequer uma cama que fosse minha, dormiamos eu e mais três irmãos em uma cama de solteiro. Dois dormiam para os pés e dois de cabeça para cima, eram chutes a noite toda. Nunca tive direito a infancia, acho que por isso sou tão criança hoje. Minha mãe e meu pai no mesmo quarto em outra cama pequena. A casa tinha dois comodos, feita de bambu e barro. O chão era chão mesmo, terra batida, para varrer era necessario jogar agua," aguar" o chão como minha mãe dizia. E era o que eu fazia todos os dias enquanto minha mãe trabalhava. Meu pai era bastante cruel, alem de alcoolatra espancava minha mãe e nós tambem.Um dia para que ele não matasse minha mãe. foi preciso meu irmão lhe bater na cabeça com o cabo da vassoura. E ele desmaiou, ao menos salvamos nossa mãe, a surra foi enorme depois, mas valeu a pena. Um dia minha mãe tomou coragem e o mandou embora. Ficamos nós, quatro filhos para ela criar e sustentar sozinha. Trabalhava em um restaurante durante todo o dia, era cozinheira. O dia todo durante anos com aquele calor no abdomem lhe custou uma insuficiencia renal grave. Eu com apenas cinco anos tive que me tornar a mulher da casa, somente um irmão era mais velho que eu e tinha que sair para arranjar uns trocados, vendendo picolé. Então a casa e os irmãos menores ficavam por minha conta.Não tinhamos agua em casa, então caminhava cerca de dois quilometros para lavar roupas, com o irmão na cintura e o balde na outra mão. Lá eu o colocava a brincar na agua, enquanto eu lavava as roupas. E tinha que voltar para levar agua pra casa. Apenas cinco anos, hoje custo a acreditar nas coisas que a vida me obrigou a fazer com apenas cinco anos. Cuidar de uma casa(se é que se pode chamar aquilo de casa.) e de dois irmãos pequenos. A comida era feijão com açucar, uma refeição por dia, minha mãe colocava um banquinho ao lado do fogão á lenha para que eu pudesse alcançar o fogão e esquentar e dar aos irmãos. No domingo era uma festa pois tinha arroz. Um dia meu irmão apanhou muito porque roubou couve do vizinho e o vizinho descobriu, contou a minha mãe e ela bateu muito no meu irmão. Ela dizia: Somos pobres mas somos honestos. Ela sempre saia para trabalhar de manhazinha e voltava tarde da noite. Não entendiamos porque trabalhar tanto, vim saber depois... Numa dessas noites chuvosas, e tristes onde sempre parece que alguma coisa muito ruim vai acontecer, realmente aconteceu. Ela gritava desesperadamente de dor, um grito horroroso que até hoje não me esqueço. Vi meu irmão sair correndo a procura de socorro, e minha mãe tempos depois, ser levada, já em silencio.Horas depois um caixão roxo, chegou e ela dentro. Na mesma hora em que vi o caixão eu me lembrei das palavras dela," quando eu morrer quero ser enterrada em um caixão roxo". E pensei: Ao menos agora fizeram a vontade dela. E ela só tinha trinta e seis anos. Não sai de perto dela até na hora do enterro, nunca soube onde minha mãe foi enterrada, não nos deixaram ir. E nunca ninguem nos falou. Nenhum tio, nem tia, nem primo, nenhum parente apareceu até hoje. Depois da morte de minha mãe ficamos um tempo sozinhos, já que meu pai mesmo sendo avisado não apareceu. Fui levada para casa do patrão dela e por lá fiquei. Fomos todos separados, e por muitos anos vivemos assim, cada um tem sua historia, sua dor suas dificuldades. Mas voltando a minha mãe, ela sempre trabalhou demais, até acho que não gostava muito de mim, sempre dizia que eu não prestava que me parecia muito com meu pai, nunca entendi o porque daquilo, mas sempre a perdoei e perdoo. Bom depois de muitos anos meu pai( adotivo) comprou outro restaurante e contratou uma cozinheira que havia trabalhado com minha mãe. E foi ela quem me contou o porque de minha mãe trabalhar o dia todo e a noite. Ela estava comprando uma casinha para nós. Somente o dinheiro do restaurante não dava. Então como era bonita de corpo e atraente, ela se prostituia a noite. Quando fiquei sabendo disso , não tive raiva, nem vergonha de minha mãe, mas sim orgulho. Ela se matava para tentar nos dar um futuro melhor. Mas não conseguiu , a morte a levou antes. Minha mãe, minha heroina, uma mulher que me ensinou a nunca deixar de lutar, que me ensinou a superar obstaculos desde bem pequenina, uma mulher que me ensinou a ser mãe aos cinco anos de idade. A cuidar, a proteger, a amar, a me doar. Minha mãe, uma cozinheira, uma prostituta, mas Minha MÃE, meu maior orgulho. Hoje eu sou mãe, procurei ser a melhor mãe que eu poderia ser para meus filhos, dei a eles todo o amor que nunca tive. E são meus presentes, Minha vida. espero um dia poder encontrar minha mãe e poder dizer a ela o que não tive tempo de dizer.
MÃE EU TE AMO!
Sandra Botelho

Para Sempre Por que Deus permite que as mães vão-se embora? Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento. Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio. Mãe, na sua graça, é eternidade. Por que Deus se lembra - mistério profundo - de tirá-la um dia? Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei: Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Cúmplices

Te envolvo, te alcanço, te laço.
Te arranho e acolho em meus braços...
Te faço pensar que sou tua,
Vestida, semi ou completamente nua.
Te enlouqueço quando te toco,
Faço de mim teu maior foco.
Sou fêmea, gemea perdida.
Sou menina mulher parida.
Me enrosco em teus pensamentos,
Sei ser teu riso e lamentos.
Te enlaço em minhas pernas e seios.
Satisfaço todos os seus anseios.
Me contas tuas fantasias,
Realizo plenamente suas heresias
Desliza em mim tua mão,
Me devora com gana e paixão!
Somos cumplices nessa loucura, De nos amar sem nehuma censura! De nos perder nesta façanha De quem ama, toca deseja assanha...
Estou aqui com meus desejos,
A esperar teus todos beijos.
Esparramados por minha pele,
Se entregue, se doe e revele!
E quando a paixão te queimar
Me chame que volto a te amar
Te amar na cama , na areia , no chão
Simplesmente desfalecer de paixão!
Sandra Botelho! Visitem...Ao Alcance do Olhar

terça-feira, 4 de maio de 2010

Caipirês

Bem contente tava o moço, Que dispois de muito andá, Conseguiu na catirada, Uma bela mula,lhe tirá. Ele que era muito simprão, Fez aquilo na emoção. E o outro muito esperto, Era além de tudo largão. Viu sua viola em caco, Quando oiô na estrada, O cabrão levando imbora, Sua mula acabrunhada. O pisódio desse homi, Não ficou por isso não. Enquanto o prato ele surtia, Na cabeça dele, um furdunço firvia. Seu fio, que na capitá estudava, Ainda nos negócio não parpitava, Graças ao emborná da sabeduria, Um dia, administrante ele seria. Prá mudá o rumo da prosa, Vou falar um pouco da Rosa: Sua muié, sua amada, Sempre cum ele na matinada. Essa não entra na catira, Num tem preço que pague essa muié, Deiz anos com ele namorano, E a coitada ainda lhe qué. Vortando ao tal do negócio, Que levou uma manta danada, Quiz ir atrás do disgraçado. Decidir essa catirada. Queria ver o tar do macho , Que aproveitou do seu deslaxo, Metê o carcanhá na bunda, E sumir por esses morro, Com a mula na carcunda. Mas essa narquia não é coisa que se faça, Vortá atráis da palavra dada, É realmente uma disgraça. Fica mar prá ele na praça. Pensando bem já tava empapuçado, De falá nesse negócio. Decidiu deixar de lado esse furdunço, É mió num cutucá esse jagunço! Toca pá diante esse assunto, Chega de chorero atoa, Mió ele envorvê com aRosa... Que é coisa mió de boa. Sandra Botelho

domingo, 2 de maio de 2010

Do Inferno ao Paraiso

Caminho entre destroços, pedaços que sobraram de uma podridão mórbida. Naufrago no sangue resoluto e imundo de muitos inocentes e culpados. Crianças correm sobre histórias não terminadas sobre mãos assassinas e inocentes. Ainda restam destroços de muralhas, restos de celas ardentes... O sol se pôs tão cedo para alguns e caminho sobre seus restos mortais. Impedida de me calar eu choro e diante de tantas lembranças imploro, que não repitam-se tais dores. Massacres de tortos seres que defraudaram, mataram, roubaram almas e destinos. O pequenino vai ...levado pelas mãos doces de uma mãe , acarinhado como talvez aqueles que aqui viveram nunca foram. O idoso se apoia em uma árvore e senta, admirando o por do sol Ele talvez pense: Estou tão velho e minhas forças estão se esvaindo aos poucos! Envelheceu, talvez tenha conseguido seus cabelos brancos porque aqui não mais serão libertados seus prováveis algozes. As fardas não são mais armaduras somente sobrepoem alguns homens que se espalham a proteger o patrimonio. A terra ainda tem cheiro suave do sangue, da morte, da dor. Misturado ao som suave das flores ... As celas agora estão abertas e são poucas, somente ruínas de vidas sem luz. A grama verde esconde as colunas e as árvores majestosas decifram enigmas. O sol se esconde por entre as árvores e de repente me sinto só. E o silencio se faz pleno. Posso então ouvir o grito fúnebre dos mortos vivos que não estão mais aqui. E de repente o canto doce de um pássaro me trás de volta a paisagem ao meu redor. E em sobrepostos de horror, para onde um dia foi inferno ,um nome de vida; " Juventude" descabidamente o lugar se faz. Calaram-se os gritos de socorro dos inocentes, mas seu sangue ainda grita da terra Fecharam-se as bocas dos culpados, e sua culpa não foi punida... Caminho entre cinzas de um passado recente , onde a dor se fez sol poente Onde raros sorrisos se perderam, e onde a desgraça morou... Sandra Botelho Foto acima: Parque da Juventude Foto abaixo. Carandirú

Meu leme!

Ando sem rumo como um barco a deriva, Escancarando meu coração como uma canção, Jogada ao vento, em um grito devastador.  Um grito d...