terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Rastros de mim

Quando escrevo me derramo! Não me importo com rimas . Eu escrevo o que gosto, Mesmo não sendo obra prima. Escrevo desde de bem menina Talvez seja esta minha sina... Jogo aqui meus sentimentos, E até meus tolos momentos. Gosto de escrever poesia, mesmo que sejam versos adocicados e sensiveis. Invento romances, paixões impossíveis, Aventuras que nunca vivi e as que tive. Falo das reais delicias de amar, E das fantasias e sonhos jogados ao mar... Falo de mãos que percorrem meu corpo sedento, E dos meus sonhos sendo levados ao vento! Falo do que sinto e do que invento, Dos meus sorrisos, e das minhas dores, Falo dos meus inventados amores, E de um insano dialogo com as flores! Gosto de escrever pequenos desvarios, Falar do mar, da correnteza dos rios, Das irrealidades de minha visão, que ainda vê nuvens em forma de coração... Escrevo sobre coisas que gosto, E sobre pessoas que desgosto. Falo da chuva que molha um amor, Mas falo também da solidão e da dor! Eu escrevo com rimas sim, Porque aqui me derramo em mim... Com a gramática não me preocupo, É com as emoções que me ocupo. Me tranformo em fada, em princesa, As vezes sou simples suburbana... Ou posso ser da noite aquela dama, Que ao acordar já abandonou sua cama. Sou nos meus escritos o que eu quiser. Posso ser doce e pura como um anjo, Ou maldosamente um desarranjo. Prefiro ser sonhadora em forma de mulher! E assim sigo escrevendo, Faço dos meus versos,meu refugio, Meu invisível e mágico castelo. Deixo aqui rastros do que é triste. E imensas pegadas do que é belo! Sandra Botelho!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Alma de navegante

Ah! O mar, num vai e vem de ondas sem fim, num quebrantamento a desaguar em mim... O mar que me leva a navegar pela vida, o mar que é tão infinito quanto a eternidade dividida. Ah! este mar navegado por piratas, por viajantes, que levam amores, corações, e amantes. O mar intempestuoso, como minha mente A rasgar em febre um coração carente, Onde sonhos habitam em soturna escuridão Quando me desnudo de uma velha paixão. O mar que extasia pela grandeza, que enfeitiça pela beleza... Vem banhar um coração contente Que novamente se tornou gente... Vem quebrar suas ondas em mim, Vem me ensinar a navegar por ti, caminhar sobre suas águas, vem enxugar minhas magoas... Vem ó mar banhar minha alma e meus pudores, caminhar sobre minhas ondas de amores, Sentir a maresia do ar salgado, colorir novamente meu sorriso desbotado... Vem me ensinar a ser livre, navegar... Sem ter lugar algum para aportar! Sandra Botelho! ***Escrevo meus poemas, como escrevo minha vida...sempre com paixão, mesmo quando meus versos são pura imaginação!***

Comunhão

Tenho por habito correr ao entardecer, enquanto corro fujo de fantasmas ociósos que vivem a perseguir meus maldados momentos, A cada passo tento impor mais esforço ao meu corpo, e me sinto bem quando as pernas doem,a dor de meu esforço me espanta os males, desvia meus pensamentos, O vento batendo em meu rosto, me trás você e nessas horas eu corro leve, plena de lhe encontrar ali na próxima curva do parque, Não há o cansaço, nem o ar que já me falta que me faça desistir do esforço exagerado, da dor que já remói minhas penas. Não vou parar! Eu grito em meus ouvidos. E corro, olho para o céu, nuvens negras já teimam em voltar, a chuva só me deu o intervalo da corrida, ela sabe que sem meu esforço diário, certamente enlouqueceria. Mas nem os relâmpagos amedrontadores estourando sobre mim me fazem sentir vontade de parar, Dez quilômetros, dez quilômetros e amanha doze até que eu consiga ficar tão exausta que meus olhos não fitem o teto por horas e horas em uma insónia esperada Raios , já desenham no céu figuras arrepiantes, e a chuva cai... Levanto o rosto para que os pingos cada vez mais fortes lavem minha alma, e levem todo aquele frescor ao meu corpo quente, suado e frágil. Debaixo daquela tempestade sou espectro de mim mesma, já não tenho medo do barulho , nem dos raios, nem do próprio temporal.Tudo que quero é que a natureza em comunhão total com meu corpo, me presenteie com sua força, e eu nesta ansia, me entrego a chuva, deixo que o vento, me leve para onde quiser, deixo que a chuva me alague a alma e os trovões me ensurdeçam de ouvir meus pensamentos, os raios me ceguem de ver a minha própria dor. Não quero parar, agora tudo é mais sombrio, anoiteceu tamanha a força da tempestade, e eu me sinto pequena em meio a tanto poder. As árvores dobram-se reverenciando a força da natureza, os pássaros se escondem e se calam, as flores estão sendo arrancadas pelo vento e caem sobre mim, como se fossem jogadas por alguma mao tremula e desesperada em um funeral de emoções... Por hora basta...Minhas pernas doem, meu corpo se corrompe diante da dor e não posso pensar em mais nada a não ser naquela dor que mói meus ossos, De joelhos me jogo ao chão em reverencia á natureza, a chuva e a Deus... Por já ter conseguido meu objetivo, eu paro. Meus pensamentos já não me ferem mais... Substituídos pelo cansaço e pela exaustão, são removidos, são guardados... Mas teimosos e cruéis que são, não demorarão a voltar. Por isso... Amanha eu volto e corro... não sei pra onde , mas amanha eu corro de novo e de novo... Sandra Botelho!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Desabafo

As vezes me pergunto: Porque as pessoas que mais amamos, são aquelas que mais nos magoam? Porque ferem com palavras, e nem sequer pedem perdão? Porque podem ver lágrimas em nossos olhos e nos olhar sem entender porque choramos. Será que realmente nos magoam tão profundamente? Ou será que é porque são as pessoas que mais amamos, e assim não conseguimos admitir que nos tratem de forma tão cruel e insensível? Porque usam palavras tão afiadas que penetram em nosso coração de maneira tão profunda que chega a sangrar. Nesses momentos em que a dor é tão grande sentimos vontade de desistir de todos, de colocar as trouxas nas costas e simplesmente partir.De pensar somente em mim... Nos arrependemos por alguns instantes de tantas coisas, de tantos sacrifícios, de abrir mão do que queremos, da entrega, da abnegação, da tolerância... Por uns instantes, parece que nada valeu a pena. Já não choro mais sozinha no banheiro, agora as lágrimas vem a tona e não consigo mais conte-las, talvez eu esteja ficando mais frágil, ou mais chorosa sei lá. Eu não sei mais o que vale a pena ou o que não vale... As vezes me sinto tão cansada que parece que o peso do mundo está sobre meus ombros. Carrego comigo uma certeza, fiz e faço tudo que posso, evito magoar, falar palavras duras, me anulo em função ... Enfrento tudo para ter paz, para que as coisas não se tornem como temporais... Mas meu coração as vezes parece tão abarrotado que não se contem, não cabe no peito, quer gritar, quer ser ouvido, Sei que vai passar, todas as dores passam, mas vão deixando no coração da gente pequenas rachaduras, e estas rachaduras com o tempo vão se espalhando por todo o corpo e toda a alma até que agente se torna concreto, para poder continuar sobrevivendo... E ser forte o suficiente para suportar. Hoje queria ser ave, para voar para bem longe... Encontrar novas pessoas, pessoas que ainda acreditam em coisas esquecidas por tantos. Como o amor incondicional, como gratidão, ternura, respeito, amizade, carinho, esses sentimentos que hoje estão fora de moda. Já chorei muito pela vida, chorei por amigos ingratos e desleais, chorei pela perda dos pais, chorei por ingratidão, chorei por amor, chorei de raiva. Hoje choro por mim... Por tudo que não fiz e por tudo que fiz, pelo que sou e pelo que não pude ser. Hoje choro pelo que poderia ter sido, e não fui... Mas meu coração está em paz, porque sempre fiz o que pude para fazer todos os que estão ao meu lado felizes, mesmo que o preço de tudo isso tenha sido minha própria dor. Nunca tive vergonha de pedir perdão, sempre despi meu coração a todos, mesmo correndo o risco de usarem isso contra mim. Não sou perfeita eu sei disso, muito pelo contrario. Mas tenho plena convicção que nunca magoei propositadamente ninguém. Acho que o mundo realmente é dos fortes, ou dos que não tem sentimentos. Hoje estou profundamente triste... Sei que vocês meus queridos não tem nada a ver com minha tristeza, mas como aqui é meu aconchego, é também o meu desabafo. Que algum vento forte me leve... Sandra Botelho!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Desejo mundano

Eu sou pluma que voa e aterrisa em você, sou seu desejo louco a me querer, Sou a tua pequena mulher menina, Não consegues fugir de tua sina Eu sou o teu maior pecado, Um corpo que te deixa aprisionado Eu sou aquela que te enlouquece, aquela que você jamais esquece. Sou o cobertor que teu corpo esquenta Sou suor e desejo com sabor de menta Eu sou a mulher que sempre te espera Nua e sua, estou sempre na janela Sou a boca molhada por um beijo Eu sou o seu enlouquecido desejo Sou quem faz suas vontades quem compactua com suas maldades Eu sou o emaranhar em seus cabelos a arrepiar de tesão teus pelos Sou devoradora e cruel Não sei ser doçura nem mel mas sei que gostas do meu sabor de fel estou a te esperar em alguma cama com ares de menina sacana Comendo chocolates com absurda gula. E te esperando com um falso olhar de ternura Descoberta e vestida de vermelho Faço pose em frente ao espelho Eu sou seu desejo proibido, Sou eu que atiço sua libido... Estou aqui a te esperar, pronta para quando quiser me amar Sem pudores nem medos, exponho a ti meus todos segredos... Livre como ave sem pouso, Gosto de depois do amor , e do sublime gozo... em teu corpo encontrar repouso... E para que tu não possas me esquecer. Vou-me embora logo ao amanhecer... Sandra Botelho!

sábado, 5 de dezembro de 2009

Nas asas da coruja

Pelas asas da coruja eu viajei, Por mares e montanhas eu naveguei, Em morro nenhum pousei minhas asas, Fiz do meus escritos minha nova casa. Por varias vezes não consegui pousar, Mas sou incapaz de não ousar, Nas minhas penas desenhei meu destino. Fiz de cada pouso um novo ninho. Não alimentei palavras em vão, Coloquei nelas meu coração... E quando a coruja pousou por alguns instantes ela repousou. Busquei novas inspirações E fiz isso conquistando outras aves, Viajei em outras naves... E por fim rasguei desilusões. A coruja observa atenta, Não é rápida e nem lenta. Ela simplesmente vive E com paixão sobrevive Plantei carinho em varias vidas, Colhi flores em muitos caminhos, em outros foram só espinhos. Os espinhos desprezei, e as flores ,com carinho guardei... E todo tempo que passou, A coruja somente mostrou, Que é fácil renascer a cada dia, é bem isso o que Elaine( a coruja) fazia. E faz...a cada dia... Sandra Botelho! A vida por vezes nos presenteia com delicadas flores em forma de amigas. E quem diz que amizade verdadeira não pode ser virtual. engana-se. Elaine, você se fez especial em minha vida, me ouvindo, aconselhando, enfim, sendo companheira de verdade. Parabens pelo seu blog, por um ano dividindo conosco, tanta doçura. Que nossa amizade seja para sempre. Bjos querida! http://nasasasdacoruja.blogspot.com/ ****Que tal comprar sacolas reutilizáveis, e desprezar as descartáveis? O Planeta pede socorro!****

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Carta ao meu amor

Poços de Caldas , 2 de Dezembro de 2009 Querido amor Hoje acordei com uma vontade imensa de lhe escrever, falar das coisas que moram em meu coração. Dizer-te tudo que até hoje não consegui lhe dizer. Sabe meu querido, ainda amo você, confesso que por varias vezes quis te esquecer, e pra isso lutei até a exaustão. Mas como lutar contra um órgão tão teimoso quanto o coração? Nesta batalha por varias vezes fui derrotada. E para lhe dizer a verdade meu amor, acho que nunca mais conseguirei retirar de meu peito esse sentimento, que ultrapassa todas as barreiras e fronteiras... Não era para ser amor, tudo nasceu tão devagarinho...Foi como uma planta, cuja raiz vai se aprofundando na terra, até que esteja tão fortemente enraizada, que não seja mais possível arranca-la Cresce a cada dia o meu amor, fico a pensar até onde ele irá , suga-me todos os outros sentimentos e pensamentos e me faz ser somente você! Sabe Vida, tem um ventinho leve soprando aqui, posso sentir seu perfume, bem pertinho a me encher de paixão e desejo. Desejo, um doce desejo... Lhe desejo todos os dias, e horas e minutos... Não é necessário lhe tocar para sentir teu toque, nem beijá-lo para sorver teu gosto, porque moras em mim, em cada pedacinho do meu pequeno corpo! Hoje comprei flores, enfeitei a casa, abri a janela para o sol entrar, e fiquei esperando você e você veio ... Em minha imaginação...Cada raio de sol a entrar pela janela me trouxe uma doce recordação. E em todas elas... Estavas tão lindo! Tomamos o café da manha juntos, me disse que sou sua rainha... Beijou-me docemente a boca, e saciamos nosso amor! Em minha imaginação, tudo é tão perfeito...Tão magnificamente perfeito! A tarde amor, eu fui ao seu encontro em meio aos nossos sonhos, e me deliciei com tudo que você dizia por lá, no mundo encantado da fantasia. Coloquei gotas de meu perfume no papel, quero que sinta meu cheiro e ele te leve a sonhar comigo...Que ela chegue logo para que não exale o perfume que ela leva. Agora estou aqui a descrever meu amor em forma de uma simples carta. Espero que ao lê-la, possa sentir o meu amor, É pena que seja pequena demais para caber tanto sentimento, mas se quiseres realmente te-lo todo em suas mãos, venha que me dou de presente a você, inteira, plena e sua. Se quiseres mais, dou-lhe também embrulhado em paixão, o lugar onde mora todo meu amor... Entrego em suas mãos o meu coração! Cuide-se bem. Um beijo carinhoso de quem sempre te amará. Sempre sua Eu Sandra Botelho!

Meu leme!

Ando sem rumo como um barco a deriva, Escancarando meu coração como uma canção, Jogada ao vento, em um grito devastador.  Um grito d...