terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Assim...


E fico assim, envergonhada
Acabrunhada por ser eu.
Pensei que fosse ser diferente,
Que eu podia ser apenas gente
Pensei que podia sorrir de forma exagerada
Ou me mostrar a ti de maneira escrachada
Que iamos nos completar 
Que não poderiamos nos amofinar
Pensei que fossemos partir nesta viagem louca
Eu a te desejar e você a desejar minha boca
Que seriamos cumplices nesta loucura de amar
Pensei que teus olhos seriam cheios de paixão
Que juntos perderiamos a razão
As horas seriam contadas por beijos
E nossos corpos incendiados por desejo
Pensei que pudesse me permitir
Ser quem sou sem minha imagem denegrir
Que tu serias meu maior conforto
Ou talvez um seguro porto.
Não cabe a mim julgar teu atos
As vezes vorazes as vezes pacatos
Perdemos a sintonia
Que unidos nos mantinha
A distancia não nos separou
Mas a proximidade a tudo nublou
Me desculpe por te sufocar
Por inteira me mostrar
Agora estas assustado e distante
Perdi o amigo e o amante!
E fico assim ... Sem saber de mim!
Sandra Gonçalves

sábado, 25 de outubro de 2014

Quase como Icaro


Uma foto no porta retratos meio amarelada
mostra um tempo em que as asas eram mais ágeis
O móvel velho que era do avô
Um pouco de perfume guarda um cheiro de domingo
Uma pitadeira que o cigarro abandonou
Sensações e loucuras de um tempo distante
Ácidos, drogas e rock and roll
Mulheres, muitas mulheres, inocentes
coerentes, loucas indecentes,
Sexo, carência , pouco amor, muita dor!
Vida louca vida , mais que doida
Amigos , do passado , comparsas
Amigos de hoje , amigos leais , nem tanto, sim tanto e quanto!
Os que vem , os que nunca vieram e os que vem todo dia
os que amam, os que nunca amam e os que jamais amarão
O casaco atrás da porta, com o cheiro de óleo
A moto que nem mais liga, desliga se liga!
O velho jipe, o novo, o novo velho e tudo parado
Parapente, parado, o pente sem dente o vento,
vento leste , sudeste o noroeste!
Vento bom, vento ruim, aqui la, lá e aqui!
Não, não importa mais, ventou, passou!
A fala mansa , o andar que cansa, o riso!
Ah o riso! raro riso, riso raro, emoção, canção.
O choro, a toa, bobo, de bobeira, Risos
Ri de si, ri do outro, apenas ri e chora!
O cigarro, quero fumar,...Amor quero fumar!
Dói a perna dói, dói a alma,
Deus...
Meu Deus, assim,não dá!
Dá , dá sim, a vida sempre dá, dá esperança!
Junte as tralhas, junte os cacos, plante tudo
e não haverá final, mas sim recomeço!
Vem amor me de a mão!
Vamos juntos, devagar, por esse caminho que ha de nos levar
Onde a vida planejou.
E na fumaça do cigarro não fumado, flutua no céu um ser alado
Sandra Gonçalves

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Muleka


Me fazes perder o sono , o prumo
e me deixas assim, quase sem rumo
Brincas com meus medos, desejos
e que vontade louca de beijos!

Tu és meu homem desejado
Meu menino muito amado
Consegues me levar as alturas
e de saudade me torturas

Quero sempre tua voz rouca
tuas mãos a tirar minha roupa
meu corpo geme por tuas caricias
e me enlouqueces dizendo delicias

De onde veio esse homem menino
Estavas escrito em meu destino?
Porque só agora chegastes?
E em mim tudo mudastes!

De moral e principios nem falo mais
Isso tudo esqueço em suspiros  e ais
Quero -te em mim alma e coração
Me completando de amor 
Ou me enloquecendo de paixão

Quando estou em teus braços
Me sinto menina, pequena..
Quero estreitar nossos laços
Em seus braços toda dor é amena!

Mas quando teu corpo me inflama
Ai me entrego a devassidão
sou tua devassa profana
Que te quer comigo na cama

Amo-te amor meu 
Desejo-te com sofreguidão
Meu corpo é todo teu
É teu tambem teu meu coração!

Sandra Gonçalves



sábado, 4 de outubro de 2014

Suavidade


Baila suavemente la fora o vento !
Canta...
 Leva ao balé da folhas e flores ...
docemente  balança as aguas da baia!
E as arvores não resistem ao  som que embala a vida,
e se deixam levar... Sus raizes se afrouxam e bailam!
 Há o perfume das flores que teimam em deixar suas pétalas levarem a cor ao dia pálido.
Dedilho suave de olhos fechados o som da vida...E é lindo...Suave Como o gosto de amor!
 Com gosto de fazer amor!
Em uma cama de estrelas o vento acaricia a pele que arrepiada se entrega a volupia da natureza!
Beleza... Suspiros e gozo!
Majestosas as montanhas choram por não se moverem, e mesmo assim dançam acompanhando os passos do mato, das pequenas flores...Há o encanto,  o breve encanto que o vento traz...Traz o riso, traz o pranto...A paz!
E na sinfonia do vento, notas soltas, sustenidos, bemóis, acordes conexos , compostos pelo Criador.
Ah...O vento...neste momento, seca a lagrima que teimava em cair , balança meus cabelos, refresca de vida meus sonhos...O piano viajante, que vai pra todos os cantos! O vento !
Toca a dama, o vagabundo...Toca o mundo!
E em cada nota que me encanta, da dor a vida, o vento me levanta!
Ouça!
 Há la fora o som do vento...Momento! Vou la fora dançar!
Sandra Gonçalves

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Não silencie o meu amor

Não me peça para calar esse amor...
Ele grita dentro de mim ensurdecendo a razão,
e nesse grito agudo de felicidade,
o meu amor se espalha , atravessando mares montanhas , rios...
 E pousa suave sobre seus ombros...
Esperando receber de suas mãos o afago suave 
que o manterá por perto...
Ali, aconchegado em teu coração
Não me peça para calar esse amor...
Ele não me ouviria, está ensurdecido de paixão!


Sandra Botelho

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Reticencias...





Eu não tenho mais inspiração para escrever, talvez seja porque a vida me sufocou com tantos ais, me fez ver que ela é dura e por vezes fria no trato com os mortais.

Hoje , agora, me restou um tantico de tempo e vim colocar em muitas e poucas letras o meu coração que anda assim, feito palavra sem acento, feito frase sem ponto nem virgula. Hoje sou reticencias...Apenas reticencias! E vou vivendo todas as interrogações que o destino me impôs, filtrando exclamações, e sufocando pontos finais. Porque é preciso pontuar a vida, senão ela perde o sentido. E nesta ortografia maluca, por vezes cruel e injusta. Eu sigo aprendendo..Quem sabe aprendo que entre cada acento, ha de se encontrar um sentido na frase, um sorriso no meio e a felicidade no final.
Sandra Gonçalves

domingo, 20 de julho de 2014

A colheita de todos os sentimentos



Cada sonho que plantei,

Com mil lagrimas reguei
Germinaram na escuridão
E iluminaram meu coração



Mas seus frutos doentes
Não me deram boas sementes
A terra infertil que era
Não floriu na primavera


Fui em busca de terra pura
Buscar pra meu coração a cura
Com meu sorriso adubei um canto
E reguei a semente com meu pranto


Foi então que descobri
Que tudo está dentro de mim
A terra fertil, a mais bela flor
E o mais puro e doce amor!

Sandra Gonçalves

Meu leme!

Ando sem rumo como um barco a deriva, Escancarando meu coração como uma canção, Jogada ao vento, em um grito devastador.  Um grito d...