sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

E o poeta chorou...

E o poeta fala de amor,
Uma brisa leve toca meu rosto... Me traz de volta o sublime e doce gosto, gosto de amor , gosto de flor, traga-me o meu arrogante e ácido medo da dor, Me faz ver de novo, seu doce sorriso enquanto acontece o amor, o desejo ,a me inebriar de perfumes insensatos, por todos desprezados e esquecidos... Me faz ver que é assim a grande loucura de amar, de deixar seguir, de ir buscar e nunca conseguir. Egoísta e tenso é um sentimento imenso. Sem rumo, sem ar, o contexto efêmero de amar... Dividir sem doar, e deixar que tudo siga o mar... Voltar sem caminhar, sempre estático enfiado em algum lugar, e assim seguir o inconstante medo de parar, derrubar muralhas se preciso for, não mover um dedo pra se livrar da dor, essa dor delicia, que rasga e corroí, mas que nunca destrói por completo A dor e o desejo de ser infinito e reto. Esse sentimento inconstante, medíocre, louco,doente. Sem piedade, dividido em migalhas, sem doações, nem canalhas ou absolutamente repleto. O amor tão falado ,escancarado ,tão desprezado, esquecido, odiado. Voltar atrás de um sonho , pode fazer humilhado o homem, dividi-lo em temerário, idiota imbecil, fadado ao riso, á descrença, esse mutilado amor. Criam-se dogmas literários para explicar esse cenário, mas a vida gentil e curta faz disso tudo pura amotinagem de sutís guerreiros temerários. E avida segue e a guerra cresce, e o corpo esfria e o coração morre. Finda-se a arte do poeta, escrever o amor em belas letras, esse amor que de belo se fez dor e chagas. E de tudo que restou...Da brisa e do perfume doce, e do desejo, fez-se o pranto e o desespero e o medo e a desgraça de nunca mais ter o mesmo beijo, Falar de amor é mesmo assim ... sem novidade , sem renascimento, apenas repetir e repetir. Felizes os que são felizes por assim o terem. Infelizes os que se fazem felizes por nunca o terem tido. E o poeta se cala... Quando percebe que do amor não se fala E ele que se sentia um mestre em falar do amor Mas aos poucos pode perceber E nesta descoberta ele chora e sente dor E para a vida pede perdão Sempre soube escrever o amor Esqueceu apenas que para defini-lo É preciso senti-lo em seu coração. E o poeta chorou... Sandra Botelho!

17 comentários:

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá, gostei das imagens e do belo poema...Espectacular....
Beijos

SAULO PRADO disse...

Cada palavra que escreve esta impreginada com sua doce sensibilidade....

Lindo é pouco para definir este post...

Braulio Pereira disse...

que lindo
amei
a minha alma ficou banhada

no teu mar de palavras


beijos poeta!!

amor disse...

Sandrinha....que poema lindissimo...amei..
Obrigado por sera primeira seguidora no "Rainha Gata". E, alem de tudo isso quero dizer-lhe: Abençoados pais que a fizeram" Vc é lindaaaaaa


Beijinhos

Luna Sanchez disse...

Como eu não tenho o menor talento para escrever poesias, apenas admiro quem o faz tão bem!

Beijos, querida. Tenha um ótimo fds!

ℓυηα

Arthur Alter L. disse...

Oi \o/...
Quanta intensidade, sensibilidade. Palavras doces e encantadores. Não poeta que não cala, não há um que não se encanta e os verdadeiros choram.
Lindo mesmo.
Bju

O Santo Forte disse...

fotografia e texto dez

angela disse...

Ficou bonito esse poema, e me falou de perto.
beijos

Manuela Freitas disse...

Fantástico poema sempre transbordante!?...Há uns anos fiz poemas, depois perdi a inspiração...publiquei alguns num jornal de poesia...mas mesmo sem escrever poesia tenho muita poesia no meu pensamento e agrada-me muito ler poesia, quando ela brota tão espontânea, como é a tua.
O nome do teu blogue, fez-me lembrar esta canção:

Estou de volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade
Querendo
Um sorriso sincero, um abraço,
Para aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade
Que bom,
Poder tá contigo de novo,
Roçando o teu corpo e beijando você,
Prá mim tu és a estrela mais linda
Seus olhos me prendem, fascinam,
A paz que eu gosto de ter.
É duro, ficar sem você
Vez em quando
Parece que falta um pedaço de mim
Me alegro na hora de regressar
Parece que eu vou mergulhar
Na felicidade sem fim

Sempre gostei r trauteei esta canção e com certeza também deves gostar. O meu desejo é que tu encontres o aconchego que mereces.
Beijinhos,
Manuela

Fatima disse...

Que lindeza Sandra!
bjs.

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Sempre comovente! Que bom que somos amigas!

Sabe o que fiz ontem? Estava morrendo de vontade de comer açúcar, porque não como, tenho diabetes. Saí de casa, com um amigo que foi guiando, comi uma torta de limão cheia de açúcar!!! Louca!!! Saquei do bolso 1 das canetas de insulina, apliquei uns minutos antes de comer. Fiquei mais ou menos satisfeita. Estava no Conjunto Nacional, na Livraria Cultura. Comprei dois livros de poesia. Na volta, desci do carro um pouco antes de chegar em casa e tomei banho de chuva. Que felicidade!!!! Só fui comer há pouco.

A QUE PONTO PODEMOS AMAR!
Poema da Renata à querida Sandra
Beijos mil RêRuivinha****************

Emocionar-me perto de ti
Falar delicada e sinceramente
Não me cansar do conforto que me dás
Encher os meus gestos de ternura
Fremir ao contato da tua pele
Não poder ficar sem teu corpo e tua alma
Vibrar uma noite ou uma vida toda
Trocar beijos roubados
Esquecer tudo nos teus braços
Comer os teus olhos de tão lindos
Mas neste momento é sobretudo chorar
Perto do teu sorriso, dos teus braços, de ti
A que ponto podemos amar?
Sem ponto final


Felicidades sempre
+ Beijos

Ps: Devido ao diabetes, nem sempre consigo ler todo o seu post, pois quase não enxergo. Meus olhos eram verdes, agora são negros, porque essa cor permite que eu veja um pouco. Espero que me compreenda.

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Que furo, te dei o mesmo poema. Desculpa, tá? :)))

Ricardo Calmon disse...

Sandra amada ,em madruga essa,ter vc em olhos meus me completa e fascina afffffffffffffffffff!
ti amuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu minina foférrima!

Viva La Vida!

Juliana Lira disse...

Sandra

E o poeta se cala...O silêncio do poeta é meio assustador não é?E descobrir que tanto se fala do que não se conhesse...
As vezes o bom do amor é mesmo vive-lo intensamente, em silêncio profundo e acolhedor.

Milhões de beijos

AMOR & PAZ disse...

LINDO, SANDRA!!!
Seu blog é magnífico!!!
Obrigada pela visita e por seus comentários!!!
Visite tb os meus outros blogs:-
http://reikiamorincondicional.blogspot.com
http://qualidadedevidasaude.blogspot.com
Tenha um Lindo e Abençoado Fim de Semana...
BEIJOS
FERNANDA ZUCCHI

Everson Russo disse...

Acredito eu, meu doce anjo, que o poeta chora sempre,,,ele está sempre ligado no mundo,,,nas cores,,,em tudo a volta,,,e isso lhe traz uma percepção diferente da vida,,,ele sofre mais,,,ele sorri mais,,,tudo numa intensidade maior....um beijo e um sabado lindo pra ti.

Daniel Savio disse...

Falar de amor não tem a mesma graça de vive-lo...

Fique com Deus, menina Sandra Botelho.
Um abraço.