sábado, 13 de abril de 2013

Notas soltas


De saia rodada ao sabor do vento,
gira mundo sopra o tempo!
De cara limpa sem batom,
canta o mundo solta o som!
E na boca da flauta assopra a canção
grita nos olhos, vibra a emoção!
E vem depois a tempestade,
abre no peito a dor da saudade!
Canta o cantador que espanta a dor,
mas cala no peito o desamor!
Gira vento, cata vento,
O beijo lento...o beijo bento!
Adoça a doçura que bebe a boca,
Degusta o insano, engole a louca!
Esbanja a alegria quem toca o banjo,
tem riso cigano e asas de anjo!
No meio da roda de cara pintada,
voa nos pés da moça amada...
Folha que o vento levou pra longe,
enclausurada no peito feito monge!
Vem lá do céu olhar que  espero,
e de trás das montanhas o amor que quero!
Gira a moça de saia rodada...
deixa de lado a face molhada!
E no riso solto e sincero,
aprende de novo a amar o que é belo.
Debruça o colo no peito do amado,
e que o mundo pare com ele ao seu lado!
Dança pra ele a dança dos véus,
e juntos façam desse amor , doce mel
E na cantiga que a vida canta...
Que sejam vidas... que sejam santas!

Sandra Botelho

domingo, 7 de abril de 2013

Abismo


Foi quando ela percebeu que não havia mais nada a fazer...
perderam-se os sorrisos, a cumplicidade nos olhares.
Foi embora a confiança e a coragem se despediu do corpo...
Morreu o desejo,suicidou-se a alegria...
Nada mais se compartilhava, a não ser a dor.
Foi quando ela percebeu que a luta era em vão,
Que o amor estava órfão...
Que a vida já não era dividida...
As vitórias eram individuas .
E a felicidade virou cinzas...
Foi quando ela percebeu que não estava mais ao lado, mas 
Que caminhava atrás...
Que o orgulho virou vergonha e que agora, ela era nada.
Foi quando ela percebeu que jamais haveria perdão.
Que deveria matar a esperança...
Hora de seguir em frente, de se despedir .
Hora de buscar outros caminhos, plantar flores e não colher espinhos.
.Foi quando ela percebeu que não era mais amada...
Que era desprezada e odiada...
Que não era mais alegria, era um peso...Um fardo.
Uma triste figura.Uma lenta agonia....
Um erro que jamais seria esquecido,
jamais seria perdoado...Era hora de mudar!
Deixar de implorar, matar as esperanças,
deixar de ser criança...Endurecer!
Foi quando ela percebeu, que as palavras era duras...
carregadas de ódio e amargura.
Então foi ali, que pegou sua bagagem...
Ajuntou suas ultimas forças,
recolheu o que ainda havia de melhor dentro dela
e descobriu que a sua felicidade. não era responsabilidade de outro.
Somente dela... 
E foi por ai, ser feliz, por ela e para ela...
Olhou pela janela e viu que havia flores lá fora...
E seguiu seu caminho, sem medo, levando na bagagem somente o que fora belo.
Somente o que fora alegria, somente o que fora amor! 
E com as próprias mãos arrancou as dores...
Lá  vai ela, quem a vê passar se pergunta:
Porque será que ela chora...?
E ela em silêncio responde:
Para que as lágrimas, lavem  o caminho por onde eu passo
e não deixem nas pegadas de meus passos, nada de dor...
nem sofrimento...tampouco lamento. 
E ela promete:
Ali...Logo ali... Eu vou sorrir!
E quem a observar com atenção, vai ver que no cantinho dos lábios
existe um riso contido que um dia irá explodir.

Sandra Botelho!

Meu sereno amor

Meu pequeno pedação de sonho! Me leva pra passear? Por ai em qualquer canto, onde o sol me descanse do calor... Me lembra...