segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Sátira

Vejam quanta maldade decidiram fazer , Estão acusando alguns politicos, De receberem dinheiro ilicito, Que injustiça veja quem quiser ver! O coitado do Durval gravou toda a transação, Mas foi só prá mostrar ao mundo, Que ainda na politica existem, Homens de bom coração. Foi muito dinheiro distribuido, Mas nenhum centavo desviado. Todo dinheiro foi usado, Para ajudar aos necessitados. Que injustiça , que maldade! Expor assim homens bondosos... Que Arrecadaram"dinheiro publico, Somente para fazer caridade. Ainda mais no Brasil, Povo honesto assim nunca se viu... Politicos fazendo caridade e sendo acusados por pura maldade. Então agora vamos nos unir, Aprender com eles a como agir, Fazer como fez Robin Hood... Tirar do rico e dar ao pobre, agir como agem os de coração nobre! Sandra Botelho!

sábado, 28 de novembro de 2009

Interrogações de amor

Onde está você que pra longe navegou? Onde está você que nunca me beijou? Onde está você que um dia foi amigo? Porque me deixou sem abrigo? Onde anda seu sorriso que antes era meu ? Falta-me o calor do corpo teu ... Onde anda você que nunca me abraçou? Onde está o meu poema que você não desenhou? Onde anda o menino homem que me fez sonhar? Que me ensinou a gostosura de lhe amar. Por onde andarão seus passos? Já caminham para outros abraços? Onde andam os sonhos que juntos sonhamos? Os desejos que em nossos corpos desenhamos? Onde anda você alem de em meus pensamentos? Será que o tempo apagou nossos momentos? Onde anda você? Sandra Botelho!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Suspiros da alma

Jamais permitirei que meu coração endureça, sempre serei esta menina grande, que ainda acredita no amor, que assiste a filmes românticos e chora, Que debruça na janela e fala com a lua, com os pássaros... Não adianta me falarem que hoje temos que ser realistas, que contos de fadas não existem e que príncipes encantados são fictícios, estarei esperando por meu príncipe todos os dias, não o quero montado em um cavalo branco, ele poderá vir caminhando, estarei a sua espera... Sempre estarei por ai ofertando meu ombro a todos que precisarem de um afago na alma. Não serei pratica, sou sonhadora demais, para raciocínios lógicos. Eu quero um amor eterno, um amor que me olhe nos olhos todos os dias e que diga que me ama, que me acolha em seus braços quando a lágrima teimar em rolar. Que me tire o ar quando for me amar! Eu nunca deixarei de ser sensível demais, de ouvir uma doce canção de amor , fechar os olhos e me imaginar mergulhando nela. Acordarei todas as manhas com a certeza que o amor é um sonho bom, mas um sonho que pode ir alem do irreal, das fantasias... Não consigo entender, porque ser frio e racional é sinal de força, penso que ser forte é ter a coragem de se entregar a um grande amor e nunca se preocupar se ele vai durar dias, anos ou apenas uma noite. Uma noite pode ser eterna em nosso coração e mente. O amor verdadeiro não tem limites... Quero continuar dando flores ao meu amado, acordá-lo com um doce beijo e sempre lhe dizer o quanto o amo... Não me importando se em seu coração o amor não é tão grande e nem que ele não seja tão romântico quanto eu, eu só quero que me deixem ser quem eu sou. Que me deixem amar com toda a intensidade que há no meu coração. Que não riem de mim, quando em lágrimas eu gritar que o mundo vai melhorar... Não escondam a face de mim quando eu sorrir pra alguém na rua, eu não sou maluca, sou apenas movida a amor. Por andar na rua cantando, já me tacharam de maluquinha, mas eu canto em todos os lugares e assim eu fico bem. Não me julguem por não ter uma carreira profissional bem sucedida, nem por desejar ter muito dinheiro. Não vivo em busca disso, sou uma romântica sonhadora que vive em busca do meu conto de fadas Sou aquela que quer seu amor aos pés de seu coração, Se vivo de ilusões, eu bem sei que é porque lá no fundo de nossas almas elas existem, basta que fechemos os olhos e delicadamente vamos tocar os nossos sonhos. Não vou endurecer, mesmo que muitas dores ainda me esperem, passarei por elas com a suavidade da brisa, e retornarei de entre nuvens apenas com o meu sorriso. Minhas lágrimas somente eu as vejo. Quando tenho que chorar, choro sozinha no meu lugar... Quero que se lembrem de mim sorrindo, quero deixar ao mundo uma estampa feliz... Quero primaveras cada vez mais floridas, e o encanto de uma musica trazendo a perfeição a vida. Não me refugio nos meus sonhos para fugir da dor que vejo no mundo, apenas deixo que eles me consolem quando a dor pela dor de outro for maior que minhas forças. Não me resigno a não fazer nada para mudar o mundo ou tentar, eu apenas não me cobro mais do que posso dar. Felicidade para mim existe sim, no doce olhar de uma criança, no riso pequeno de um idoso, nas cores múltiplas das rosas, nas palavras consoladoras e aquecedoras de nosso Deus, nos versos de poeta que verdadeiramente ama, na chuva, no sol, nas gotas de orvalho que molham a terra, no perfume suave das flores e no verde descanso das plantas, no olhar de uma mãe depositado sobre o filho, nos conselhos de um velho e sábio pai, nas notas de uma canção, na claridade da lua e na potencia do sol, no abraço doce de um amigo, em tudo que nos rodeia, e que nos faz ver que viver vale a pena, que os sonhos são vida, e que viver é sonhar todos os dias sem medo de ser chamado de bobo, ou maluco. Quero viver sendo assim, colorir meus dias com minhas fantasias, e se acaso eu não tiver um par para dançar, dançarei sozinha, nos braços de algum sonho. E vou me deixar levar por toda ternura que o mundo ainda tem pra dar... E nunca serei "forte o suficiente para esquecer o amor..." E quando eu me for...Que em meu sepulcro nasça uma flor, e que palavras em letras pequenas, mostrem aos que ficarem, que ali jazz alguém que nunca deixou de sonhar, e que fez do amor sua essência de vida...E todas as manhas aqueles que passarem por ali, possam sorrir ao me ouvir cantando , uma canção de amor..Que não tenham medo nem horror, mas que sintam a paz que vem de dentro de um coração, que nunca odiou ninguém, e que quis somente encontrar um príncipe, mesmo vestido em farrapos. A vida não é um túmulo onde enterramos nossos sonhos, mas sim uma manjedoura onde eles nascem. É assim que sou e é assim que sempre serei. Até que a vida me tire o fôlego... Sandra Botelho!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Doce risco

Vou mergulhar no teu mar, Não me importo se me afogar! Vou me esquecer do passar da hora, Não vou mais te deixar ir embora! Vou me despir para você, Mostrar tudo que quer ver! Vou derramar minha alma ao chão, Para você entrar em meu coração! Vou ser de novo sua menina... Vou ensiná-lo a ver a lua, A iluminar-me sua e nua, Vou amar-te ,em plena rua! Vou encher de flor a nossa cama, Mostrar ao mundo, que agente se ama! Sentir o sopro suave da brisa! Dando a suavidade que o amor precisa. Vou me tatuar em você, Pra nunca mais me esquecer! O meu e o teu cheiro misturado , Um novo perfume inventado! Quero sonhar os nossos sonhos, Reviver nossas conversas, Nossas tantas controversias... Quase um mundo de promessas! Vou te contar todos os meus medos, Vou desvendar os seus segredos. Quando acordar pela manha, Sentir teu beijo de maçã! Quero invadir teus pensamentos, Tirar de lá todo lamento. Jogar ao vento seu sofrimento, E te aquecer em doce alento! Em meus braços aconchegado, De todas as chagas será curado! Pois em meus carinhos de ternura, Encontrarás a tua cura... Então depois de todo amor, Se quiser partir eu vou deixar, Mas se por acaso se apaixonar... Eu deixo você ficar! Sandra Botelho!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Extase...

Hoje já não choro mais por ti Choro por mim, pois te amei até o fim, Não choro pela dor da despedida, Choro por tantas palavras perdidas! Hoje minhas lagrimas não sufoco mais, Eu as deixo rolar por todos os meus ais... Não quero a dor eterna de nunca ter tentado, Quero a felicidade de por amor ter me entregado. Hoje não sonho com um amor impossivel, Mas me contento com um amor cabivel. Já não quero mais mergulhar em ilusões, Preciso da plenitude em minhas paixões! Hoje meu corpo já não pode lhe desejar, Arrancou dele tudo que não podia lhe dar! Hoje sou feliz por te deixar livre, Sei que seu carinho foi tudo que tive. Hoje meu coração já não é pequeno, Nele cabem o orvalho e o sereno! O orvalho que molha a minha dor, E o sereno que ameniza meu amor! Hoje meu grito, não é de dor, È um grito com cheiro de flor! Não quero sentimentos por caridade, Vou voar em busca de liberdade! Sandra Botelho!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Seus olhos

Me derramava diante de teus olhos, Eram como espelho cristalino... De onde buscava minha inspiração. Escrevia versos...desenhava canção, Me despia pra eles em sensações... Fico a me procurar refletida neles. Quero seu olhar novamente em mim! Via neles teu humor e teu amor. Sutilmente podias ver minha alma! E nessa solidão marejada de lágrimas . Seus olhos me mostram o que sou! Não vejo o que fui um dia... Guardei o olhar do primeiro dia! Tinha nele um misto de amor e alegria. Pequenas partículas de euforia, A paixão era libidinosa e doce... Me levava nele pra onde quer que fosse. Bailava para teus olhos, e gostava que me olhasse. Refletida neles me sentia infinitamente bela, Eu não era essa eu era aquela... Nos seus olhos fui aquarela, Pintada por sua alma em alguma tela. Brincava de pousar para seus olhos, Me desenharem em fragmentos de paixão! Hoje porem me negas teu lindo olhar. E neles agora só consigo ver a escuridão! Onde estou eu dentro deles? Por onde anda seu doce amar? Não me esconda o sol de teus olhos! Preciso da luz para sobreviver Preciso dentro deles me ver... Quero me refletir na sua íris , Ser cor em seu pequeno arco íris Onde estão seus olhos olhando para mim? Venha...Não faça comigo assim... Sandra Botelho!

domingo, 22 de novembro de 2009

Depois do amor

Olho em teus olhos pequeninos... E posso sentir a paz de um menino! O desejo selvagem satisfeito. E o doce gosto agradecido de um beijo! Me abraças delicadamente e em suspiro... Cala minha boca que nem ia falar... O momento encantado fala por si, Qualquer palavra que a boca não calar. Toques delicados e constantes! Beijos na nuca, caricias inebriantes... Demoradamente deliciosas e ternas, Agora de amor e não de simples amantes. Ajuntados em abraço de conchinha, Dormiremos na paz da cama minha. Mais uma vez seremos uma só alma, A esperar o dia amanhecer, na doce calma... Este doce momento sutilmente passou... Sem você novamente aqui estou, Como ave liberta o corpo despertou... Me fazendo ver, que vale a pena amar você, Mesmo que vá embora antes do amanhecer! Sandra Botelho!

sábado, 21 de novembro de 2009

Lascívia

Sinto teu corpo me querer... Seu gosto doce a escorrer, Em cada pedaço do meu, Cavalgando por teu corpo, Me desenhando em teu dorso! Sou plena e completamente tua, Louca e completamente nua! A arfar e gemer de prazer, Querendo mais e mais teu ser. Ah, leve-me a lua! Tua boca procura ansiosa , Entorpecido, me chamas, gostosa! Deslizamos em nosso doce suor, Tudo que fazemos sempre é pouco, É libertino , é fugaz é louco! Seu cheiro me deixa cada vez mais louca, Enquanto isso rasgas minha roupa! Sinto você em mim, a me enlouquecer. Sugando toda minha seiva... Me desfalecendo de tanto prazer! Cada curva do meu corpo ansiosa por tuas mãos, Absurdamente plena de tesão! E nessa loucura não completamente descrita. Vem com o sublime gozo, o desfalecer de dois amantes, Duas almas apaixonantes,desvairados e errantes! E então o sono vem como prémio, O descanso sublime dos mortais, Que não demoram a despertar, E novamente a se embaraçar. Com o corpo desejando, Mais!!!. Sandra Botelho

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A te esperar

Te queria por perto e você não veio... Não quis dormir em meu seio. Tinha uma casa pra nós dois, Se fosse pequena demais, Agente aumentava depois. Tinha a minha viola, Para as noites de rua. Tinha uma pequena varanda Para nossas noites de lua. Tinha no quarto uma cama Uma cama pra gente se amar. E lá no céu as estrelas podiam, O nosso amor testemunhar. Tinha a mim sua morena Apaixonada e pequena, Á te esperar todos os dias Sem imaginar que não virias. Tinha um presente para te dar, Um caderno com seu nome bordado, Para o meu doce poeta enamorado, Escrever poemas para me acariciar! Chamei você e você não veio, Não quis me ver, me encontrar, Por isso tranquei a nossa casinha E em outro lugar fui morar. Sandra Botelho!

Coração do mundo

Era um homem da vida, tinha um amor pagão, No coração dele morava, o gosto doce da paixão! Mas tinha em seu peito uma enormidade de amor, Que em amar apenas uma , sentia pavor... Então pela vida dividia, tudo que no peito sentia! Amava a Paulista, que foi sua primeira conquista. Amava a carioca, que o amor nunca foca. Amava a mineira que se entregou por inteira. Amava a Cearense, que a paixão nunca vence. Amava a Baiana, que só gostava de cama. Amava a Européia, essa foi quase uma epopéia. Amava a Adolescente, que amor ainda nem sente. Amava a Senhora, essa foi-se embora. Amava a Jovem, se foi como nuvem. Amava a Maria, que quase não via. Amava a Amélia, e também a Adélia... Tinha a Sónia, que era companhia na insónia. Amava a Sandra, que no coração o amor manda. Amava a Sebastiana, que sempre foi insana Era cidadão do mundo, assim como seu coração, Era romântico e doce o poeta da emoção, Mas vivia sua vida como águia sem pouso, Como viajante sem repouso, Vivia para amar, a todas se entregar. A apenas uma , seu amor não queria dar. Não se sabe o que o fez assim, Talvez uma paixão mal resolvida, machucada,ferida, dolorida. O fez trancar o verdadeiro amor. E de se entregar sentir pavor. Assim vive o poeta da dor, o poeta do amor! Achava egoísmo a uma só mulher entregar. Todo amor que tem para doar. Sandra Botelho!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Doce adeus

Que a solidão não nos aprisione... Que o grito de amor guardado na garganta Seja forte e não seja insône... E que essa morfina de sensações, Não seja capaz de extinguir nossas paixões... Que a pequenez de nossas almas, Não dissolva nossos sentimentos, Nem nunca nos cause traumas... E que mesmo quando eu me for, Não me deixe de chamar amor! Que o fim não seja triste, Não seja como todo fim que existe. Mas que seja como beijo roubado, Seja um adeus suave e adocicado, Com gosto de bala, caramelado. Mesmo que a lágrima teime em rolar, Que seja um desenho sereno, Que nunca essa dor seja veneno... Mas que seja uma doce recordação de que, Soubemos terminar, sem deixar de nos amar... Sandra Botelho!

sábado, 14 de novembro de 2009

Vestigios

Me perdi pelo caminho, Deixei meus sonhos largados , Restos de mim , em desvario. Pedaços do que fui, rasgados. Me procuro entre multidões, Não sei mais quem fui, quem sou, Aquele doce olhar de criança... Para bem distante o vento levou! Meus pequenos sonhos não realizei, E os grandes deveras , nem sonhei. Queria me incendiar em algum amor. Mas minhas ilusões se foram dor! Fiapos de mim estão ao chão, Pequenos vestígios do que eu fui, Hoje se fazem somente lembranças, Fragmentos deixados como herança. Queria voar, abraçar o mundo, Mas descobri que sou pequena. Que a terra é imensa demais, E que em minhas asas já na cabe mais! Sou poeira sobre o papel... Vestígio do que fui ao acordar. Hoje eu não quero mais sonhar Quero a realidade amarga do féu... Não sei mais almejar o céu! Sandra Botelho!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Caminhos da vida

Tudo passa... passa o riso que é sem graça, passa o sorveteiro na praça, passa a doença que mata, mas se mata ela não passa. Tudo passa... passa o som do vento, passa o ar do lamento, passa a verdade que existe, tudo passa por um xiste. Tudo passa... passa a nuvem no céu, passa da dor o véu, Passa a dor de um amor, passa da morte o temor. Tudo passa... passa da face a juventude, passa da alma a inquietude, passa a raiva que atormenta, passa da bala o doce gosto de menta. Tudo passa... passam as horas do dia, passa o trem que lá ia, passa a ansiedade que enlouquece, passa o desejo que apetece, Tudo passa... passa a vida que é breve, passa a brisa que é leve, passa o amor traiçoeiro, passa também o verdadeiro. Tudo passa... passa sorriso de criança, passa do coração a esperança, passa o desejo sagas, passa uma paixão que é fugaz. Tudo passa... passa a felicidade infinita, passa a voz da dor que é maldita, passa a verdade escondida, passa o grito pela vida... Tudo passa... E , quando tudo acontecer não tenha medo de dizer... Que o presente da vida é viver é saber... Que tudo passa, pra ele, pra mim e pra você. Sandra Botelho!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Dois de amor

Você com toda sua doçura, Me deixa assim cheia de frescura... Faz com que eu me sinta especial, Me transforma em um ser sem igual! Te desejo como se deseja o indesejável, Você é o meu amor, o meu único itinerário, O cais que um dia irei aportar... Levando minha vida para te entregar Estarei sempre lhe esperando, Com o coração inteiro sangrando, O corpo cheio de desejo, e a boca a esperar por um beijo. E seu homem menino, Sonhando com o proibido, Suavemente te pegará no colo... E fará de você doce abrigo! E encontrará em meus braços, todas as minhas caricias... Te enrolarei em meus laços, e serei inteira desejos e malicias! Um orgasmo será nosso crime perfeito, Começará em um tímido abraço, e terminará em um caloroso beijo, saciando assim o meu e o teu desejo. Sandra Botelho!

domingo, 8 de novembro de 2009

Renuncia

Recolhi meus cacos, Juntei meus restos. Firmei meus passos. Esvaziei meus espaços. Vomitei vestígios de você. Limpei suas digitais. Derramei na janela seu perfume. Expulsei traços de ciume. Me livrei de teus toques. Me limpei de teus beijos. Enterrei meus desejos. E nem fui no cortejo. Me despi da razão. Arranquei meu coração. Retirei laços e traços. O devolvi ao peito em pedaços. Me depilei de você. Daquele imundo querer. Cuspi fora cada sussurrar... Que foi dado ao te amar. Me fiz nua de sentimentos. Te devolvi meus lamentos. Derramei no caos toda dor. E renunciei aquele amor! Sandra Botelho!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Lamúrias

Éramos brisa morna em noite de inverno, Éramos a delicadeza de uma flor em dia de primavera, Éramos de todas as palavras a mais doce, a mais bela... Éramos dias de sol, éramos o doce mel. Eramos beijos trocados através da lua, do céu, Éramos aconchego em vida de solidão, Éramos o remédio em dias de dor, O consolo em dores de horror... Éramos o afago melancólico do vento em calor... Éramos palavras de afeto em necessidade e carência, Éramos o presente mesmo sem a presença! Éramos alegria em noites que nem eram tristes, Éramos o gargalhar, fomos o sussurrar... Das folhas eramos o leve farfalhar, eram assim... Nossos delírios de amar... Éramos os poemas, feitos a quatro mãos, Éramos as tristezas divididas por dois corações! Mas éramos também alegria , sempre juntos éramos paz . Éramos a chuva a alagar nossos sentimentos de paixão. Éramos um só coração... Éramos o fechar de olhos a imaginar...A nos amar! Éramos brasa viva a percorrer o corpo e a aquecer o coração! Éramos o permitir de toda explosão, de toda sensação. Éramos um dar de mãos, mesmo sem toques sensatos e reais, Éramos abraços e caricias em abstratos momentos de delicias! Mas éramos também palavras mal faladas, mal explicadas, Porem sempre , sempre perdoadas... Éramos amigos e fomos amantes, fomos dois seres delirantes, Éramos o fogo e a paixão, nunca fomos razão. Éramos também acalentados por uma doce canção... Éramos um conto de fadas, éramos irreais dentro de nosso mundo... Éramos o mundo... Hoje somos distancia, somos magoas e inconstância, Hoje somos despedidas ,depois de idas e vindas... Somos lamentos... Hoje somos a razão, não mais ouvimos o coração... Hoje somos solidão, hoje o sonho já não é real... Hoje somos o amargo gosto do final! Sandra Botelho!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Naufrágio

Ao som de uma canção, tranquei serenamente a minha alma. Mergulhei em potes de fel meu coração, e viajei por mares montanhas e um violão! Naveguei em tempos de calmaria, colori de negro minhas fantasias! E respirei dor antes de cada despedida! Foi esse ar que me acumula, Que me deixou mulher em vez de menina, Que me fez acordar em vez de sonhar... Me fechar em pétalas para o mundo, e me subordinar a um sono profundo. Foi por muito acreditar que voltei a imaginar, Sucumbi de novo aos sonhos, e não desejei acordar, Mas um toque bruto e frio me despertou como o mar, Que depois de uma tempestade destrói e pode matar; Virou meu barco, alagou, destruiu, naufragou, Mas neste mar revolto de emoção ... O amor novamente de mim sorriu, Nem olhou em meus olhos, não beijou minha boca, Simplesmente disse adeus e partiu... E me deixou navegando sem rumo, como louca! Fez-me rasgar os meus poemas... Onde somente o amor era todos os temas! Molhou e manchou, meus doces sonhos. Me fez retornar á velhas dores, Relembrar em cada segundo, aquele triste e velho mundo! Fez meu barco-coração naufragar... sem coragem para ancorar, Me fez ver com grande angustia, Que já que esquecer é impossível... O melhor é ser insensível, Melhor nunca mais amar... Melhor voltar a navegar, E jamais em meu coração, permitir um novo amor aportar! Sandra Botelho!

Meu sereno amor

Meu pequeno pedação de sonho! Me leva pra passear? Por ai em qualquer canto, onde o sol me descanse do calor... Me lembra...