terça-feira, 30 de junho de 2009

Menina- Mulher

E era ela apenas uma menina, quando a vida lhe roubou os sonhos e a alegria, sem os laços estreitos da família, foi submetida a dor precoce, logo teve uma família substituta, pois a natural ela já não tinha. O amor passou por ela despercebido, Virando o rosto a cada lágrima... cada carência vivida e a cada apelo desesperado... e ao seu lado a dor vivia. Afeição natural ela não tinha, era apenas alguém em mundo que não era seu. Todos os bens foram-lhe dados, Nenhum coração e amor lhe foi doado. chegou a idade em que seu corpo , se transformou no que a alma era a tempos, E ela se tornou mulher... Quisera ela uma gota de amor, mas isso ninguém lhe doou... Até que a vida por pena ou dó, ou por merecimento melhor, trouxe-lhe o amor em forma de anjo. E o amor desenhou o sol de volta, e a menina mulher tornou-se de novo criança, e inocente se entregou e o amor foi dividido e vivido... foi doado, e ela se entregou e jamais se arrependeu, por muitas lutas já passou, muitas batalhas venceu ou não. Aquele amor foi sopro de vida e mostrou-se eterno, uníssono e sincero, transformou o que antes era escuridão e dor em uma vida inteira de amor, E um coração magoado e ferido, fez-se chama flamejante, vida intensa e colorida! Cobrou-se da vida a recompensa... A vida lhe roubou a infância enquanto criança, mas lhe devolveu a menina em forma de mulher. Sandra Botelho

2 comentários:

Paula disse...

Flor!! Estava sumida!!
Lindo, lindo texto.
è incrível a sua capacidade de contar uma história, que abriga em sua essência outras tantas, de várias mulheres de contextos diferentes!
Beijinhos! Adoro passar por aqui!!

Honestino Afonso Xavier disse...

bom dia.

novamente visitando seu blogger.

quando der visite novamente o meu

abraços...vc tem muita criatividade e qualidades, cuidado para onde vai canalizar seus dons divinos..