sexta-feira, 8 de abril de 2016

Sem pontuar



Cama vazia..
de um lado desarrumada
me encolho em mim mesma
cobrindo meu corpo
solidão.. 
paredes frias
lençóis amassados...
reviro na cama, 
insonia...
sem um corpo quente,
faz frio
jazz no travesseiro ao lado, o 
 perfume do amante
o quarto é infinito
Cercea meus sonhos,
Vago pela casa...
quem sabe um trago?
Eu quero um vicio,
um vicio que me enleve, 
distraia...
Nas minhas mãos o prazer, 
êxtase...
no fim  ...solidão!
Foi-se o ombro onde adormeci
restou...
o silencio,  
Desejo saciado
mãos molhadas
gozo...
cama vazia, 
me vesti de brisa
adormeci.
Alma vazia!

Sandra Gonçalves


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