E fico assim, envergonhada
Acabrunhada por ser eu.
Pensei que fosse ser diferente,
Que eu podia ser apenas gente
Pensei que podia sorrir de forma exagerada
Ou me mostrar a ti de maneira escrachada
Que iamos nos completar
Que não poderiamos nos amofinar
Pensei que fossemos partir nesta viagem louca
Eu a te desejar e você a desejar minha boca
Que seriamos cumplices nesta loucura de amar
Pensei que teus olhos seriam cheios de paixão
Que juntos perderiamos a razão
As horas seriam contadas por beijos
E nossos corpos incendiados por desejo
Pensei que pudesse me permitir
Ser quem sou sem minha imagem denegrir
Que tu serias meu maior conforto
Ou talvez um seguro porto.
Não cabe a mim julgar teu atos
As vezes vorazes as vezes pacatos
Perdemos a sintonia
Que unidos nos mantinha
A distancia não nos separou
Mas a proximidade a tudo nublou
Me desculpe por te sufocar
Por inteira me mostrar
Agora estas assustado e distante
Perdi o amigo e o amante!
E fico assim ... Sem saber de mim!
Sandra Gonçalves

9 comentários:
linda!... essa é você.
saudade dos teus escritos...
beijos e beijos.
Belo poema, muito inspirado e um pouco enigmático.
Posso saber noticias? Desculpa!
Beijinhos
Olá Sandra
Muitas vezes quando somos nós mesmos, assustamos.
Bjux
Ao passar pela net encontrei seu blog, estive a ver e ler alguma postagens
é um bom blog, daqueles que gostamos de visitar, e ficar mais um pouco.
Tenho um blog, Peregrino E servo, se desejar fazer uma visita.
Ficarei radiante se desejar fazer parte dos meus amigos virtuais, saiba que sempre retribuo seguido
também o seu blog. Minhas saudações.
António Batalha.
http://peregrinoeservoantoniobatalha.blogspot.pt/
Peregrino E Servo.
Olá. Estava com saudades desse espaço. Bjs
Venho, só, deixar um beijinho.
gostei
Só quero noticias suas. Está tudo bem?
Olá Sandra! Passando para saber notícias tuas e apreciar este teu belo poema.
Beijos, Furtado.
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