Os dias passam lentos...
Na noite meus olhos atentos!
Atentos a falta de sono,
A um completo abandono...
Quero dormir não consigo,
A janela é meu abrigo...
A noite é insolente!
Dona de uma alma doente.
Não tenho forças para chorar,
Nem coração para amar.
As forças me deixaram!
Somente mágoas ficaram...
Vou me debruçar na janela.
Olhar o prédio ao lado...
Quem sabe alguem está acordado,
Ou pelo sono foi abandonado.
Na noite apenas silencio e escuridão.
Tantas perguntas descem ao coração...
Quando dormirei feliz novamente,
Sentindo em mim teu corpo ardente?
Um sorriso me faz relembrar,
O quanto gostávamos de nos amar!
Nos perdíamos em carícias e beijos,
em loucuras, fantasias e desejos!
E quando o dia amanhecia,
Exausto de tanto amar adormecia...
Deitado em meu colo sonhava!
Enquanto eu, apenas lhe olhava...
Acariciava seus cabelos...
Passeava por teu rosto...
Beijava-lhe as pálpebras,
E da sua boca guardava o gosto!
Hoje a solidão é companheira,
Das noites foi-se embora o amor...
Hoje me resta a solidão doente.
De um corpo solitário e carente!
O dia já está chegando, amanhecendo...
Trazendo nos seus braços, a claridade.
Me despertando pra uma nova procura,
Encontrar um amor que seja a cura!
Sandra Botelho
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