quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Lamúrias

Éramos brisa morna em noite de inverno, Éramos a delicadeza de uma flor em dia de primavera, Éramos de todas as palavras a mais doce, a mais bela... Éramos dias de sol, éramos o doce mel. Eramos beijos trocados através da lua, do céu, Éramos aconchego em vida de solidão, Éramos o remédio em dias de dor, O consolo em dores de horror... Éramos o afago melancólico do vento em calor... Éramos palavras de afeto em necessidade e carência, Éramos o presente mesmo sem a presença! Éramos alegria em noites que nem eram tristes, Éramos o gargalhar, fomos o sussurrar... Das folhas eramos o leve farfalhar, eram assim... Nossos delírios de amar... Éramos os poemas, feitos a quatro mãos, Éramos as tristezas divididas por dois corações! Mas éramos também alegria , sempre juntos éramos paz . Éramos a chuva a alagar nossos sentimentos de paixão. Éramos um só coração... Éramos o fechar de olhos a imaginar...A nos amar! Éramos brasa viva a percorrer o corpo e a aquecer o coração! Éramos o permitir de toda explosão, de toda sensação. Éramos um dar de mãos, mesmo sem toques sensatos e reais, Éramos abraços e caricias em abstratos momentos de delicias! Mas éramos também palavras mal faladas, mal explicadas, Porem sempre , sempre perdoadas... Éramos amigos e fomos amantes, fomos dois seres delirantes, Éramos o fogo e a paixão, nunca fomos razão. Éramos também acalentados por uma doce canção... Éramos um conto de fadas, éramos irreais dentro de nosso mundo... Éramos o mundo... Hoje somos distancia, somos magoas e inconstância, Hoje somos despedidas ,depois de idas e vindas... Somos lamentos... Hoje somos a razão, não mais ouvimos o coração... Hoje somos solidão, hoje o sonho já não é real... Hoje somos o amargo gosto do final! Sandra Botelho!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Naufrágio

Ao som de uma canção, tranquei serenamente a minha alma. Mergulhei em potes de fel meu coração, e viajei por mares montanhas e um violão! Naveguei em tempos de calmaria, colori de negro minhas fantasias! E respirei dor antes de cada despedida! Foi esse ar que me acumula, Que me deixou mulher em vez de menina, Que me fez acordar em vez de sonhar... Me fechar em pétalas para o mundo, e me subordinar a um sono profundo. Foi por muito acreditar que voltei a imaginar, Sucumbi de novo aos sonhos, e não desejei acordar, Mas um toque bruto e frio me despertou como o mar, Que depois de uma tempestade destrói e pode matar; Virou meu barco, alagou, destruiu, naufragou, Mas neste mar revolto de emoção ... O amor novamente de mim sorriu, Nem olhou em meus olhos, não beijou minha boca, Simplesmente disse adeus e partiu... E me deixou navegando sem rumo, como louca! Fez-me rasgar os meus poemas... Onde somente o amor era todos os temas! Molhou e manchou, meus doces sonhos. Me fez retornar á velhas dores, Relembrar em cada segundo, aquele triste e velho mundo! Fez meu barco-coração naufragar... sem coragem para ancorar, Me fez ver com grande angustia, Que já que esquecer é impossível... O melhor é ser insensível, Melhor nunca mais amar... Melhor voltar a navegar, E jamais em meu coração, permitir um novo amor aportar! Sandra Botelho!

sábado, 31 de outubro de 2009

Perfidia

Por navegar por vários cantos... Acabei por me perder em seus encantos, Mergulhei em algo irreal e fantasioso. Me deixei levar por um amor mentiroso! Não quero ser a inspiração de ninguém... Quero um lugar em seu coração, Quero ser o amor inesquecivel! Mesmo que distante e inacessível. Não choro pela dor do fim, Amores sempre vem e vão. Choro por ter me feito refém, de uma doce e perigosa paixão. Me entreguei sem pudores nem medos, Hoje me arrependo da entrega total. Me entreguei a um anjo sem asas, Um daqueles anjos do mal! Mas o melhor da vida real, É que ela leva embora todo mal... E o tempo traz de volta o amor perfeito. O amor guardado aqui em meu peito. Sandra Botelho!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Um lugar chamado saudade

Moro em um lugar chamado saudade... Fica lá atrás das montanhas! Lá onde a vista não alcança, Onde o vento canta e dança... Um lugar que me faz voltar a infância Tem um pequeno riacho, de águas cristalinas, Águas que refletem meu pensamento apaixonado. lembranças da felicidade de um dia ter lhe encontrado Quando amanhece, o sol nasce tímido... E vai clareando a grama verde o chão umido, Verde como as folhas que caem ao som do vento. Folhas que levam embora minha dor, meu desalento... Um lugar salpicado de flores, flores de todas as cores, flores que você me mandou naquele dia de amor. Um dia em que tudo estava cheio de cor! Lá moram alguns passarinhos, que se aninham em seus cantinhos, e fazem belas canções com sons de carinho! É um lugar pequenino ,lá mora um menino,cheio de mimo! Um menino homem que eu aprendi a amar, um gentil cavalheiro que me faz sonhar... As nuvens bailam como dançarinas no céu, e as pequenas abelhas por todo canto despejam seu mel. O mesmo mel que lambuzou nossos beijos de desejo! Neste lugar de fantasias vivi minhas maiores alegrias. E no teu colo fui criança, e meu coração foi só esperança, Lá temos uma casinha pequenina, destas parecidas com brincadeiras de menina! Tem lindas flores na janela e uma morena menina a esperar por um amor... um amor que a envolva em seu terno e doce calor! Vede !Ele está vindo sorrindo, e eu espero por ele me abrindo, Me abrindo em pétalas de amor, em entrega, em paixão, em doçura e devassidão. Quero morar pra sempre lá, longe da maldade , da falsidade... Morar em nosso lugar chamado Saudade! Sandra Botelho!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Vingança

Embaraçada e nua, me olho no espelho, posso ver meu amor refletido nele, me espanto ao ver meu olho vermelho, E então me pergunto, que amor era aquele? Sento em minha cama e me lembro, Um dia você me disse que me amava, Em meio aos lençóis se declarou, Fizemos amor e o tempo não passava! Hoje eu peço perdão ao meu pobre coração, Por ter me entregado a um amor sem solução, Que de fantasias e puro ardor, hoje é somente dor! Houve dias em que era luz, era o meu doce calor! Amanha vou acordar e espero não mais recordar, De um amor bandido, que já deveria ter ido... Ido para bem longe, longe de mim e de meu coração. Partido antes que pudesse me tirar a razão. Saciarei esta saudade, com outra maldade. Farei um outro alguém se apaixonar... Com a intenção de logo após lhe abandonar. Minha vingança, só não será perfeita, Se eu também me apaixonar. Sandra Botelho!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Despedida

Quando é para se dizer adeus, O coração vira gelo e a emoção chama, Qualquer adeus é carregado de emoção. Mas nada doí mais que o adeus da paixão! Dizer adeus a quem se ama, Deixa tudo dolorido e a alma inflama. Palavras faltam pra expressar... O quanto é triste o adeus de amar! E quando é sem motivo algum, Deixa louco qualquer um. Faz de qualquer mulher pequenina. Derramar lágrimas de menina! Adeus amor estou te deixando... Siga a vida assim amando! Tendo a muitas por amante, Guarde-me em seu coração errante. Um dia quando tudo sereno for, Nos encontraremos pelo caminho. Talvez possamos resgatar nosso amor. E transformar a dor em um doce carinho! Sandra Botelho!

domingo, 25 de outubro de 2009

Inebriante

É tarde, e o som doce da noite embala um amor que se inicia... Meu corpo se aquece com cada toque seu, Absolutamente envolvida em fantasias sinto o cheiro inebriante de tua pele! Viajo em delírios com o roçar de tua boca por cada pequena parte de meu corpo tremulo. E mergulho inteira em suspiros e gemidos... Sinto o desejo me queimar a pele como brasa acesa, è leve e ardente teu toque, teu corpo quente. Nossos corpos mergulham em uma viagem de desejos, sem censura nem pudores somos um, Nos entregamos a uma paixão doce e absurdamente abnegada. Me diz palavras desconexas, sua voz rouca de desejo, me enlouquece! Lhe envolvo com minhas pernas em um medo irreal que saia de mim... Que este prazer não tenha fim é o que desejo. Suas mãos me acariciam, em pontos que me deixam entre a lucidez e a loucura. Alucinada me perco entre o real e o irreal, e me entrego inteira, Nosso suor é como um elixir, deslizamos um sobre o outro,escorregando nossos corpos em posições sutras e expondo-nos inteiramente... E nessa sofreguidão de desejos, somos gente ,somos bicho, somos cio. Retardamos o gozo que teima em explodir, queremos mais... E nesse intervalo de loucuras somos só caricias e delicias. Até que o corpo não se contem e todo o ritual de toques e misturas se reiniciam. E exaustos nos entregamos derrotados pelo gozo insano de dois amantes, absolutamente jogados sem ar nem forças , mas intensamente saciados. E o sono vem... E envolvidos em caricias e beijos, adormecemos em um descanso merecido e doce. O sono dos amantes! Sandra Botelho!

Meu leme!

Ando sem rumo como um barco a deriva, Escancarando meu coração como uma canção, Jogada ao vento, em um grito devastador.  Um grito d...